O disco
Em resumo
- Artista
- Ash Ra Tempel
- Álbum
- Segundo álbum de estúdio
- Obras originais
- Três
- Núcleo
- Manuel Göttsching e Hartmut Enke
- Engenheiro de som
- Dieter Dierks
- Voz principal
- John L.
Por que importa
Uma mudança de formação produz um espaço mais vocal e teatral
Schwingungen mostra que o Ash Ra Tempel sobreviveu à saída de Klaus Schulze mudando sua estrutura musical e social. Manuel Göttsching e Hartmut Enke permanecem no núcleo, mas bateria e vibrafone de Wolfgang Müller criam outro campo rítmico. Voz, berimbau de boca e percussão de John L. tornam o primeiro lado teatral de uma forma inexistente na estreia. O sax alto de Matthias Wehler e os bongôs de Uli Popp ampliam o conjunto sem transformá-los falsamente em integrantes permanentes.
Light: Look at Your Sun estabelece uma superfície relativamente aberta e melódica antes que Darkness: Flowers Must Die a revire por meio de canto, saxofone e desordem crescente. Suche & Liebe ocupa o segundo lado com outro equilíbrio: coro sem palavras, órgão, eletrônica e guitarra transformam a busca em movimento coletivo sustentado. O título significa vibrações ou oscilações, descrição adequada de como a sequência transita entre polos emocionais e sonoros. Sua importância está no contraste próprio deste álbum, não em reutilizar a fórmula simples de força contra sonho da estreia.
1972
Depois de Schulze, a dupla constrói um novo conjunto
O Ash Ra Tempel lançou sua estreia de duas faixas em 1971 com Göttsching, Enke e Schulze. Schulze saiu após as turnês de 1971 para seguir carreira solo. Göttsching e Enke mantiveram o nome da banda e construíram o segundo álbum com o baterista Wolfgang Müller e vários convidados. Rolf-Ulrich Kaiser produziu Schwingungen.
Dieter Dierks fez a engenharia, ligando o álbum ao universo de estúdios de Stommeln central a vários projetos da Ohr e da Kosmische Musik. A Ohr lançou o disco em 1972 como OMM 556.020. O programa original contém três obras: as duas primeiras dividem o lado um e Suche & Liebe ocupa o lado dois. Seven Up veio depois em colaboração com Timothy Leary, mudando novamente o elenco vocal e conceitual em vez de estabilizar esta formação.
Núcleo e convidados
Guitarras e baixo do núcleo cercados por bateria, saxofone e voz
Göttsching amplia seu papel além da guitarra principal por meio de órgão, eletrônica e coro. Enke contribui com guitarra e eletrônica além do baixo, tornando o núcleo menos hierárquico que uma dupla de rock comum. A bateria de Müller tem peso e fluxo diferentes da atuação de Schulze na estreia, enquanto o vibrafone acrescenta percussão afinada.
John L. é uma presença real como vocalista principal e intérprete, portanto a classificação instrumental é claramente inválida.
Seu berimbau de boca e sua percussão ligam voz e ritmo, em vez de isolá-lo como frontman. O sax alto de Wehler intensifica a obra mais sombria do primeiro lado sem virar camada de todo o álbum. Os bongôs de Popp acrescentam detalhe rítmico tocado à mão como participação. Kaiser e Dierks moldam a produção, e seus créditos não devem ser substituídos pela associação de Conny Plank à estreia.
Luz e escuridão
Da deriva luminosa pelo canto de morte à suspensão da busca
Light começa com espaço aberto de guitarra e uma moldura vocal relativamente suave. Sua clareza melódica não é simples consolo; eletrônica sustentada e ritmo mantêm a superfície um pouco instável. Flowers Must Die usa a voz vigorosa de John L., saxofone e percussão para converter escuridão em confronto coletivo. O par do primeiro lado é, portanto, um contraste real de arranjo e interpretação, não apenas dois títulos opostos.
Suche & Liebe reduz o texto explícito e deixa coro sem palavras, guitarra, órgão e eletrônica se estenderem por um lado inteiro. A pulsação de Müller sustenta a longa duração enquanto o baixo de Enke e a guitarra de Göttsching alternam o primeiro plano. Vibrafone e percussão manual acrescentam luz transitória em campos elétricos sustentados. A produção mantém as três obras distintas o bastante para o álbum soar como sequência de estados, não uma jam contínua.
Guia de faixas
Três obras através de luz, escuridão, busca e amor
Light: Look at Your Sun
A primeira obra combina um cabeçalho elementar com uma instrução direta. A guitarra abre amplo espaço melódico, enquanto ritmo e eletrônica impedem a calma aparente de ficar estática. A voz de John L. leva a linguagem ao centro mais que a textura vocal discreta da estreia. Olhar para o sol é fisicamente impossível como ato prolongado, por isso a frase carrega assombro e perigo junto à iluminação. Seus seis minutos fazem dela verdadeira canção de abertura em um álbum de obras longas. Seu brilho importa porque Flowers Must Die vem no mesmo lado e o desmonta ativamente.
Darkness: Flowers Must Die
Darkness responde a Light em doze minutos centrados em mortalidade, canto e instabilidade crescente. O vocal de John L. confronta em vez de decorar; berimbau de boca e percussão ligam seu corpo ao ritmo. O sax alto de Wehler acrescenta linha abrasiva enquanto guitarras, baixo, bateria e eletrônica se adensam. A imagem da flor une beleza e decadência inevitável sem indicar jardim literal ou alvo político. Ao fechar o primeiro lado, a faixa faz mais que aumentar o volume: muda o som social da banda de convite melódico aberto para crise coletiva ritualizada.
Suche & Liebe
Busca e Amor ocupa todo o segundo lado e às vezes é associada tipograficamente ao título Schwingungen. A identidade confiável da faixa é Suche & Liebe, forma de dezenove minutos construída com guitarra, baixo, bateria, órgão, eletrônica, vibrafone e coro sem palavras. Depois da oposição explícita entre luz e escuridão, a peça não escolhe um polo. Buscar exige movimento; o amor fornece atração e centro temporário. A guitarra de Göttsching pode subir em sustentação cantante e recuar para a textura coletiva. A obra termina por equilíbrio prolongado, não por veredito vocal, dando ao álbum destino mais aberto que Flowers Must Die.
Vibrações
Polaridades sem trama literal
O primeiro lado pareia explicitamente Luz e Escuridão como cabeçalhos. A imagem do sol combina iluminação, perigo e visão direta impossível. Flores unem beleza, crescimento e mortalidade em uma frase incisiva. A ordem passa do convite ao confronto.
Suche & Liebe substitui a oposição por dois processos relacionados: busca e atração. O coro sem palavras permite que a voz humana continue depois que o discurso lírico recua. Schwingungen sugere vibração entre esses estados, não resolução final. As três obras formam progressão temática, mas não existe narrativa literal documentada nem protagonista nomeado.
Ohr OMM 556.020
Vibração transformada em objeto de álbum da Ohr
A edição original da Ohr traz o catálogo OMM 556.020. Bernd Bendig recebe crédito pela arte; Jürgen 'Panzer' Dorrmann e Reinhard Kolms, pelas fotografias. A capa pertence visualmente ao mesmo catálogo experimental da Ohr que a estreia, mas anuncia identidade própria.
A rotulagem do primeiro lado preserva os cabeçalhos Light e Darkness. A apresentação do título do segundo pode variar entre Schwingungen e Suche & Liebe em bancos de dados e edições. Essa tipografia não cria uma quarta composição. Reedições autorizadas da MG.Art preservam o programa canônico de três obras.
Segundo álbum
O segundo álbum amplia o elenco
A Ohr lançou Schwingungen em 1972 como segundo álbum de estúdio do Ash Ra Tempel. Kaiser produziu e Dierks fez a engenharia. Depois da saída de Schulze, o álbum introduziu nova configuração de bateria e vocal convidado. A estrutura de três faixas manteve a longa duração, mas tornou o primeiro lado mais segmentado que o da estreia.
Nenhum pico de parada ou total exato de vendas sem sustentação é apresentado. Críticas posteriores divergem sobre o teatro vocal do primeiro lado e o fluxo instrumental do segundo. O disco permaneceu disponível pela Spalax e por edições autorizadas da MG.Art. Seven Up e Join Inn vieram com novas mudanças, tornando o conjunto de Schwingungen específico deste momento.
Pico inicial
Um disco vocal-psicodélico definidor do Ash Ra Tempel
Schwingungen é frequentemente colocado entre os álbuns centrais do início do Ash Ra Tempel. Flowers Must Die preserva a interpretação singular de John L. no catálogo, sem estabelecer modelo de vocalista permanente. Suche & Liebe tornou-se exemplo importante da capacidade de Göttsching de sustentar duração coletiva centrada na guitarra. O papel ampliado de Enke em guitarra e eletrônica mostra que a sonoridade nunca foi apenas veículo de Göttsching.
A combinação de bateria e vibrafone de Müller dá ao álbum identidade rítmica distinta dos dois períodos de Schulze. A estrutura luz-escuridão-busca-amor permanece memorável porque cada título corresponde a um arranjo realmente diferente. Sua influência não exige alegações de que inventou rock espacial ou ambient. O legado é um arco específico de três obras, cujo primeiro lado teatral e segundo lado de busca permanecem produtivamente desiguais.
As três originais
Suche & Liebe continua sendo o segundo lado completo
O álbum canônico contém três obras. Light e Darkness são cabeçalhos dentro dos dois primeiros títulos impressos. Suche & Liebe ocupa o segundo lado.
Alguns varejistas chamam a obra do lado inteiro de Schwingungen. Essa apresentação alternativa não muda o programa de três obras. Reedições autorizadas da MG.Art mantêm a fronteira original do áudio.
John L. canta extensamente no primeiro lado, portanto a classificação instrumental é inválida.
Coletâneas posteriores que pareiam Schwingungen com Seven Up continuam sendo produtos com dois álbuns separados.
Um percurso de escuta
Atravesse a polaridade do primeiro lado antes da longa busca
- Ouça Light em volume natural antes da escalada do primeiro lado.
- Acompanhe como a voz de John L. passa do discurso à crise.
- Separe o saxofone de Wehler das guitarras de Göttsching e Enke em Flowers Must Die.
- Faça uma pausa na divisão do disco depois da escuridão.
- Acompanhe órgão, baixo e bateria pela abertura de Suche & Liebe.
- Ouça o coro sem palavras como mudança da função vocal.
- Compare o álbum com a estreia somente depois de ouvir o novo conjunto em seus próprios termos.
Trilha de pesquisa
Fontes e leituras adicionais
- Programa de três obras e créditos de produção de Schwingungen — MusicBrainz
- Análise das faixas e formação completa de Schwingungen — AllMusic
- Programa da reedição autorizada da MG.Art — registro varejista da MG.Art
- Cronologia das formações e da discografia do Ash Ra Tempel — MusicBrainz
- Estudo histórico sobre o Ash Ra Tempel — University of Turku