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Guia de álbum clássico

The American Metaphysical Circus

Joseph Byrd and the Field Hippies · 1969 · Rock psicodélico / Eletrônica

Gravado em 1968 e lançado pela Columbia Masterworks em 1969, The American Metaphysical Circus é o único álbum creditado a Joe Byrd and the Field Hippies: doze composições organizadas em quatro suítes interligadas.

Lançado em 1969Doze faixas em quatro suítesColumbia Masterworks MS 7317
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O disco

Visão geral

Artista creditado
Joe Byrd and the Field Hippies
Lançamento
1969
Álbum
Único álbum de estúdio dos Field Hippies
Faixas originais
Doze
Gravadora
Columbia Masterworks MS 7317
Produtor e arranjador
Joseph Byrd

Por que importa

Rock eletrônico reconstruído como teatro de estúdio em grande escala

The American Metaphysical Circus amplia a tentativa de Joseph Byrd de inserir eletrônica experimental e composição política na gravação popular, mas faz isso por um novo conjunto e outra arquitetura. Enquanto The United States of America funcionava como grupo de rock que ensaiava junto, os Field Hippies foram reunidos para o estúdio a partir de cantores e instrumentistas da Costa Oeste. Byrd usa sintetizador e órgão ao lado de cravo, guitarras, tabla, dois percussionistas e uma ampla seção de metais e sopros.

Quatro vozes principais mutáveis impedem que uma única pessoa à frente defina o álbum: Victoria Bond, Susan de Lange, Christie Thompson e Byrd ocupam cenas específicas. As doze peças indexadas são agrupadas em The Sub-Sylvian Litanies, quatro sonhos presidenciais, uma única dedicatória gospel e The Southwestern Geriatrics Arts and Crafts Festival. Essa organização em suítes permite que referências indianas e indonésias, rock eletrônico, paródia patriótica, procedimento gospel, entretenimento antigo e sátira de comunidades de aposentados coexistam sem fingir formar um gênero estável.

A Columbia lançou o projeto por sua divisão Masterworks, um lar incomum que reflete a posição de Byrd entre composição de concerto e produção de rock. O disco importa porque sua colagem é estrutural, não ornamental: as mudanças de estilo são o método pelo qual instituições e fantasias americanas são examinadas.

Los Angeles, 1968-69

Depois de The United States of America, outro conjunto creditado

Byrd cofundou The United States of America e liderou sua combinação de eletrônica, texto político e ritmo de rock num único álbum da Columbia de 1968. O grupo terminou, e Dorothy Moskowitz não participou do projeto sucessor. John McClure, da Columbia Masterworks, apoiou Byrd na criação de outro disco. Byrd reuniu cantores, sopros de jazz e de estúdio, metais, guitarristas e percussionistas sob o nome temporário Field Hippies.

A gravação ocorreu em 1968, com Byrd compondo, arranjando, regendo, produzindo, tocando teclados e cantando. John McClure supervisionou a produção; Dana Chalberg auxiliou, enquanto Bob Breault e Sy Mitchell cuidaram da engenharia e da remixagem. A Columbia Masterworks lançou o álbum como MS 7317 em 1969 sob o crédito Joe Byrd and the Field Hippies. O conjunto não se tornou banda de turnê nem fez um segundo álbum dos Field Hippies.

Um conjunto criado em estúdio

Quatro vozes principais dentro de uma orquestra de estúdio da Costa Oeste

Joseph ByrdCompositor, arranjador, regente, produtor, órgão, sintetizador, teclados e vocais
Victoria BondVocais e partes principais em faixas selecionadas
Susan de LangeVocais, vozes eletrônicas e partes principais em faixas selecionadas
Christie ThompsonVocais e parte principal em Mister 4th of July
Ted Greene e Michael WhitneyGuitarras elétrica e clássica
John Clauder e Gregg KovnerBateria e percussão
Pot (Phillip Namanworth)Piano, cravo e regência
Tom Scott, Fred Selden, Meyer Hirsch e Dana ChalbergClarinete, saxofones, flautas e flautim
Ed Sheftel, Don Kerian, Chuck Bennett e Ray CappocchiTrompete, corneta, flugelhorn, trombones e tuba
Larry KassTabla
Ernie AndersonLocução e voz falada
John McClure, Dana Chalberg, Bob Breault e Sy MitchellSupervisão de produção, assistência de produção, engenharia e remixagem

Byrd é o autor organizador, mas não canta todas as cenas; o uso mutável de outras vozes faz parte da orquestração. Bond leva uma interpretação composta e clara a Kalyani, Patriot's Lullabye e Leisure World, conectando o ritual de abertura, o sonho político e a sátira da aposentadoria. De Lange passa da voz principal direta à voz tratada eletronicamente em You Can't Ever Come Down, Moonsong: Pelog e The Elephant at the Door. A participação de Thompson em Mister 4th of July é deliberadamente isolada, dando ao mais curto sonho presidencial uma voz teatral própria.

As partes principais de Byrd em Nightmare Train, Invisible Man e The Sing-Along Song colocam o compositor dentro de suas cenas políticas e participativas. Os músicos de sopros e metais fazem mais que decorar canções de rock; blocos arranjados podem se tornar parada, conjunto de câmara, desenho animado ou cerimônia pública. Clauder e Kovner fornecem camadas percussivas distintas, enquanto a tabla de Kass ajuda a primeira suíte a sair da batida de fundo convencional. O crédito Field Hippies nomeia coletivamente o projeto reunido em estúdio sem sugerir que todos os músicos tocaram em todas as faixas ou fizeram turnê como grupo fixo.

Orquestração eletrônica

Sintetizador, sopros, metais, tabla e estilos de época em colisão

The Sub-Sylvian Litanies avança da abertura modal de Kalyani por um alerta eletrônico sobre não poder voltar até a atmosfera de futuro-passado de Moonsong, com referência ao pelog. American Bedmusic I: Four Dreams for a Departing President substitui continuidade por quatro cenas políticas de sono. Patriot's Lullabye suaviza o ritual público até sua tranquilização soar instável. Nightmare Train usa movimento mecânico para a frente e a voz de Byrd para transformar partida em ameaça.

Invisible Man encena desaparecimento político por contraste eletrônico e de conjunto, enquanto Mister 4th of July comprime patriotismo numa paródia teatral antiga. Gospel Music for Abraham Ruddell Byrd III ocupa bloco próprio, tratando dedicação familiar e litania elétrica como uma única forma extensa. The Southwestern Geriatrics Arts and Crafts Festival começa com participação compulsória, expande-se para o surreal Elephant at the Door e chega ao conforto administrado de Leisure World. A reprise de quarenta e oito segundos de Sing-Along encerra retomando o convite como fragmento, fazendo a participação soar programada, não espontânea.

Guia de faixas

Doze cenas organizadas em quatro suítes

01

Kalyani

A primeira Sub-Sylvian Litany abre com sugestão modal, cor de tabla, sintetizador e a voz controlada de Bond. Em vez de imitar uma tradição, Byrd usa escala nomeada, eletrônica de estúdio e conjunto arranjado para estabelecer um ritual cujos materiais culturais permanecem visivelmente construídos.

02

You Can't Ever Come Down

A voz de De Lange leva a suíte da invocação à percepção alterada irreversível. Tratamento eletrônico e uma pulsação de rock mais firme tornam físico o alerta; o título rejeita a ideia reconfortante de que uma experiência possa ser desfeita ordenadamente.

03

Moonsong: Pelog

A suíte de abertura termina com de Lange atravessando um espaço lunar colorido eletronicamente. Pelog no título sinaliza uma referência de afinação, enquanto o arranjo a combina com instrumentos ocidentais de estúdio, sem reivindicar autenticidade documental.

04

Patriot's Lullabye

Bond inicia Four Dreams for a Departing President com calma cerimonial. A suavidade da canção de ninar e a linguagem patriótica se contrapõem, fazendo a tranquilização soar como técnica política e conforto privado.

05

Nightmare Train

A voz de Byrd viaja sobre um ritmo mecânico que transforma a partida presidencial em impulso ansioso. Metais, percussão e eletrônica fazem do trem veículo e sistema; o movimento adiante não garante escapar daquilo que ele carrega.

06

Invisible Man

Byrd aborda o desaparecimento por uma figura política pública, não pela identidade ficcional distinta de Ralph Ellison. Voz, eletrônica e sopros arranjados tornam instável a visibilidade, permitindo que a autoridade pareça presente, ausente e mediada ao mesmo tempo.

07

Mister 4th of July

Thompson encerra os sonhos presidenciais em menos de dois minutos. Atmosfera de disco antigo e áspero e linguagem de entretenimento de época reduzem a celebração nacional a uma relíquia encenada, fazendo da própria nostalgia o objeto da paródia.

08

Gospel Music

A única peça de Gospel Music for Abraham Ruddell Byrd III trata a dedicatória como litania elétrica. Procedimento coral, órgão e transformação de estúdio unem endereço familiar e culto público sem apresentar o resultado como interpretação convencional de igreja.

09

The Sing-Along Song

Byrd abre o festival Southwestern convidando à participação com tanta insistência que a comunidade se torna entretenimento administrado. Gestos luminosos do conjunto e instrução repetida borram a linha entre entrar livremente e seguir um programa.

10

The Elephant at the Door

De Lange lidera a cena surreal mais longa do álbum. O visitante impossível perturba a ordem doméstica e do festival enquanto guitarras, sopros e eletrônica ampliam o encontro; o arranjo recusa resolver se o elefante é ameaça, revelação ou fato negado.

11

Leisure World

Bond entra num espetáculo de comunidade de aposentados enquadrado pela voz de locutor de Anderson. O conforto é organizado por linguagem de vendas, brilho arranjado e lazer controlado, transformando um destino aparentemente benigno num futuro americano cuidadosamente administrado.

12

The Sing-Along Song (Reprise)

Os quarenta e oito segundos finais retomam a instrução participativa depois de Leisure World. Separado da canção completa, o convite se assemelha a um anúncio de saída programado, encerrando a concepção em quatro suítes pela recorrência, não pela resolução emocional.

Estados do sonho americano

Percepção alterada, sonhos presidenciais, gospel privado e espetáculo de aposentadoria

O álbum é unificado por quatro títulos de suíte, não por um único personagem ou história contínua. The Sub-Sylvian Litanies trata consciência alterada como ritual, alerta e paisagem onírica sintética. Four Dreams for a Departing President transforma transição política em formas de sono: canção de ninar, pesadelo, invisibilidade e antiguidade patriótica. O bloco Gospel Music passa de instituições nacionais à dedicação familiar, mas mantém o culto dentro da construção eletrônica de estúdio.

O festival Southwestern conecta entretenimento participativo, ruptura surreal e aposentadoria organizada. Estilos americanos antigos retornam como tecnologias de memória; Byrd os coloca ao lado do som do sintetizador para que a nostalgia não pareça natural nem inocente. Anúncios, ordens de cantar junto e canções de ninar se dirigem aos ouvintes enquanto também testam como vozes públicas orientam o comportamento. A reprise final sugere que o espetáculo americano sobrevive convidando todos de volta ao coro depois de cada cena perturbadora.

Masterworks 7317

A Masterworks apresenta quatro blocos, não uma pilha solta de canções

O artista creditado originalmente é Joe Byrd and the Field Hippies, embora Joseph seja o primeiro nome formal do compositor. A Columbia Masterworks lançou o LP estéreo como MS 7317. O lado um contém sete peças indexadas: as três Sub-Sylvian Litanies seguidas por quatro sonhos presidenciais.

O lado dois contém Gospel Music e o Southwestern Geriatrics Arts and Crafts Festival em quatro partes. A tipografia das suítes é metadado essencial, pois uma lista plana de doze canções esconde os agrupamentos políticos e teatrais concebidos. Sua posição no catálogo Masterworks enquadra a obra entre música composta e rock psicodélico, em vez de fixá-la numa das categorias.

Além das categorias

1969: um disco inclassificável começa uma longa vida cult

The American Metaphysical Circus apareceu em 1969 como o segundo projeto de Byrd para a Columbia e o único álbum dos Field Hippies. Publicações comerciais o resenharam durante o outono de 1969, enquanto o selo Masterworks complicava sua colocação nas categorias comuns do varejo de rock. O disco não criou um grupo estável de turnê; seu grande conjunto e sua construção de estúdio pertenciam ao próprio projeto.

Ouvintes que esperavam Dorothy Moskowitz e a formação mais enxuta de The United States of America às vezes consideravam desorientadores os metais, sopros e a paródia em estilos de época. A atenção retrospectiva destacou o uso inicial e amplo de sintetizador, as suítes políticas e a colisão do rock com estilos vernáculos americanos arranjados. Reedições contínuas e disponibilidade digital oficial sustentaram uma reputação cult muito além da vida de um álbum do grupo creditado.

O álbum dos Field Hippies

Um complemento de The United States of America, nunca seu segundo álbum

O álbum é mais bem compreendido como sucessor relacionado de The United States of America, não como segundo LP inédito da banda. Sua concepção com quatro vozes demonstra uma forma de rock eletrônico em que a identidade vocal muda conforme a função dramática. A escrita para metais e sopros o diferencia da dependência anterior de Byrd de um conjunto compacto de rock sem guitarra convencional. The Sub-Sylvian Litanies continua sendo a suíte contínua mais clara, mas os sonhos presidenciais fornecem a arquitetura política mais explícita.

Gospel Music mostra que uma única faixa pode constituir um bloco inteiro com título próprio quando dedicatória e litania são as ideias organizadoras. O festival final antecipa críticas posteriores ao lazer administrado, à participação compulsória e à aposentadoria como espetáculo comercial. O fato de os Field Hippies nunca terem se apresentado ao vivo reforça a identidade do álbum como teatro composto em estúdio, não documento de uma banda de cena. Seu legado está em recusar categorias estáveis: experimento eletrônico, sátira política, rock psicodélico e Americana arranjada expõem uns aos outros repetidamente.

Programa original

Preserve os títulos das suítes, a divisão dos lados e o crédito artístico lançado

MS 7317: doze peças, sete no lado um e cinco no lado dois, organizadas em quatro suítes.
Preserva as doze faixas originais e o programa de aproximadamente trinta e nove minutos.
Usam títulos abreviados na tela, por isso os títulos originais das suítes devem ser recuperados ao ler a sequência.

O álbum original contém doze faixas indexadas. As três primeiras formam The Sub-Sylvian Litanies. As faixas quatro a sete formam Four Dreams for a Departing President. Gospel Music é seu próprio terceiro bloco.

As faixas nove a doze formam o festival Southwestern. O crédito original é Joe Byrd and the Field Hippies. Dorothy Moskowitz e The United States of America não participam. Os Field Hippies eram um projeto de estúdio, não uma banda de turnê.

Um percurso de escuta

Viaje de Kalyani ao retorno do sing-along

  1. Ouça as três primeiras faixas sem romper o arco Sub-Sylvian.
  2. Trate as quatro peças presidenciais como estados oníricos mutáveis.
  3. Vire o LP depois de Mister 4th of July.
  4. Dê a Gospel Music seu bloco independente de dedicatória.
  5. Entre no festival Southwestern pela participação compulsória.
  6. Deixe o elefante interromper antes que Leisure World administre o futuro.
  7. Termine com a curta instrução recorrente, em vez de repetir todo o sing-along.

Trilha de pesquisa

Fontes e leituras adicionais

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