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Guia de álbum clássico

Bernice

Kaleidoscope · 1970 · Rock psicodélico / world music

Lançado pela Epic em 1970, Bernice é o quarto álbum de estúdio do Kaleidoscope, com dez faixas, e o LP final da fase original da banda na gravadora.

Lançado em 1970Quarto álbum, com dez faixasEpic BN 26508
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O disco

Em resumo

Artista
Kaleidoscope (EUA)
Lançamento
1970
Álbum
Quarto álbum de estúdio
Faixas originais
Dez
Gravadora
Epic BN 26508
Produtor
Jackie Mills

Por que importa

A fase Epic termina em mais uma transição de integrantes

Bernice é o quarto e último álbum de estúdio do Kaleidoscope lançado durante a fase original da banda na Epic. Seus créditos impressos refletem a transição: Ron Johnson e Stuart Brotman aparecem no histórico do baixo, enquanto Jeff Kaplan contribui com guitarra e voz em Lulu Arfin Nanny.

David Lindley, Solomon Feldthouse, Chester Crill e Paul Lagos continuam creditados, mas o conjunto é menos fixo que a formação de cinco integrantes de Incredible!.

Jackie Mills volta a produzir, oferecendo um ponto de continuidade entre o terceiro e o quarto LP.

O álbum original contém dez faixas. Edições digitais ampliadas acrescentam um décimo primeiro item, que fica fora da sequência inicial.

Nove peças compactas antecedem New Blue Ooze, instrumental final de quase dez minutos. O programa enfatiza guitarra elétrica, blues e R&B mais que a linguagem centrada em oud e saz associada aos discos anteriores. Bernice importa porque documenta a banda mudando de prioridades em tempo real, em vez de preservar uma fórmula falsamente estável do Kaleidoscope.

Los Angeles, 1969–70

Um grupo menos estável depois de Incredible!

Incredible! dera à formação Brotman-Lagos a única colocação de um álbum da banda na Billboard.

Outras mudanças de integrantes ocorreram antes e durante Bernice. A Epic lançou o álbum em 1970 como BN 26508. Jackie Mills produziu, com Bob Breault e Mark Freeman creditados na engenharia de som. O primeiro lado vai de Chocolate Whale a Lulu Arfin Nanny; o segundo, de Lie and Hide a New Blue Ooze.

Lulu Arfin Nanny reelabora uma ideia cômica anterior do Kaleidoscope e traz voz e guitarra de Jeff Kaplan. Robert Armstrong contribui com serrote musical, enquanto as Mighty Kaleidettes recebem crédito vocal. A banda se separou depois do álbum; projetos de reunião posteriores pertencem a outro capítulo do catálogo.

Um elenco em mudança

Integrantes remanescentes, baixo em mudança e uma voz convidada pontual

David LindleyGuitarra, violino, vocal country e composição
Solomon FeldthouseGuitarra, vocais e composição
Chester Crill / Connie Crill / Fenrus Epp / Max BudaTeclados, violino, gaita e composição
Paul LagosBateria, percussão, vocais, declamação e composição
Ron JohnsonBaixo
Stuart BrotmanBaixo, vocais e crédito de composição
Jeff KaplanGuitarra e vocais em Lulu Arfin Nanny
Robert Armstrong e as Mighty KaleidettesSerrote musical e vozes de apoio
Jackie MillsProdutor
Bob Breault e Mark FreemanEngenheiros de som

Os créditos de guitarra, violino e vocal country de Lindley o situam no álbum, embora relatos posteriores descrevam sua saída por volta desse período. Feldthouse compõe a abertura e Soft and Easy, deslocando seu primeiro plano da forma modal extensa para a canção concisa. Os pseudônimos de Crill se multiplicam novamente; Connie Crill, Fenrus Epp e Max Buda não são três integrantes adicionais. Lagos contribui com composição, voz e percussão, assumindo papel mais amplo que apenas marcar o tempo.

Os créditos do álbum citam Johnson e Brotman no baixo, mas não estabelecem uma divisão completa e confiável faixa a faixa. A participação de Kaplan limita-se a Lulu Arfin Nanny, não se estende ao LP inteiro. O serrote de Armstrong e as vozes das Kaleidettes acrescentam cores específicas sem definir uma formação ampliada permanente. Mills e os engenheiros organizam um álbum cujos integrantes e centro estilístico estão visivelmente em movimento.

O quarto álbum

Canções elétricas compactas e a longa New Blue Ooze

Chocolate Whale abre com a canção elétrica, compacta e surreal de Feldthouse. Another Lover dá a Lindley uma letra direta sobre relacionamento e uma moldura concisa conduzida pela guitarra. Sneakin' Thru the Ghetto usa a escrita de Crill e Lagos para movimento urbano e fala rítmica. To Know Is Not to Be comprime o paradoxo de Lagos na declaração mais curta do álbum.

Lulu Arfin Nanny usa a voz de Kaplan, distorção cômica e uma ligação com uma canção anterior fora de álbum. Lie and Hide inicia o lado dois com ocultação, vozes coletivas e pressão elétrica. Ballad of Tommy Udo transforma um fora da lei nomeado na narrativa country compacta de Lindley.

Bernice dá à personagem-título de Crill um retrato autônomo de teclado e canção. Soft and Easy reduz a temperatura antes do final. New Blue Ooze encerra com uma expansão instrumental coletiva de quase dez minutos.

Guia de faixas

Dez peças em uma sequência de cinco/cinco

01

Chocolate Whale

Feldthouse começa com um título surreal, mas uma estrutura elétrica compacta. A faixa anuncia que Bernice colocará guitarra e ritmo mais em primeiro plano que a linguagem extensa de cordas orientais dos três primeiros LPs.

02

Another Lover

A canção de Lindley reduz a escala a um apelo romântico direto. Frases de guitarra respondem à voz sem estender a situação até a abstração, tornando-a uma das formas convencionais mais claras do álbum.

03

Sneakin' Thru the Ghetto

Crill e Lagos constroem movimento com interpretação vocal rítmica e base elétrica tensa. A composição trata a furtividade como pulsação, enquanto o conjunto evita transformar o cenário em pintura ornamental.

04

To Know Is Not to Be

Lagos comprime uma contradição filosófica em pouco mais de dois minutos. Fraseado abrupto e ritmo impelido impedem o título de virar longa explicação; o conhecimento surge como atrito dentro da ação.

05

Lulu Arfin Nanny

Uma ideia cômica anterior do Kaleidoscope retorna em forma alterada, agora com guitarra e voz de Jeff Kaplan. Escrita coletiva e interpretação exagerada encerram o lado um como releitura autoconsciente, não como modelo de nova formação.

06

Lie and Hide

O lado dois abre com a ocultação como comportamento coletivo. Figuras elétricas repetidas e escrita compartilhada tornam o ato de se esconder uma ação conjunta, mais sombria e pressionada que a canção direta de relacionamento do primeiro lado.

07

Ballad of Tommy Udo

Lindley usa a economia da balada country para esboçar um personagem nomeado. O vocabulário de violino e guitarra liga a faixa à sua prática de raízes, mas o arranjo conciso a mantém distinta das adaptações tradicionais do Kaleidoscope.

08

Bernice

A canção-título de Crill dá ao álbum um centro humano tardio. A cor dos teclados e a melodia compacta fazem de Bernice um retrato, não um conceito que rege todo o disco.

09

Soft and Easy

Feldthouse cria uma transição de baixa pressão antes do longo final. Sua superfície relaxada importa arquitetonicamente: o disco precisa de espaço livre antes que New Blue Ooze acumule densidade.

10

New Blue Ooze

O instrumental coletivo estende material derivado do blues por quase dez minutos. Guitarra, teclados, violino, baixo e percussão constroem um campo final mais solto, substituindo personagem lírico pelo som de uma banda em mudança trabalhando a duração.

Pessoas e ocultação

Apetite, segredo, conhecimento, personagem e libertação

Os títulos do álbum transitam entre objeto surreal, pessoas nomeadas e contradição abstrata. Another Lover e Bernice usam o apelo pessoal de formas diferentes: uma relacional, outra como retrato. Esgueirar-se, mentir e esconder-se criam linguagem recorrente de ocultação. To Know Is Not to Be questiona se compreender produz identidade estável.

Tommy Udo introduz um fora da lei pela convenção da balada. Lulu Arfin Nanny torna audíveis a revisão e a memória cômica dentro do próprio catálogo da banda. Soft and Easy promete libertação antes que New Blue Ooze transforme leveza em deriva instrumental extensa. Não há narrativa contínua; a instabilidade de vozes e integrantes é a unidade mais honesta do álbum.

Epic BN 26508

Epic BN 26508 e o final original

A Epic lançou Bernice como BN 26508 em 1970. O LP original contém dez faixas em uma sequência de cinco/cinco. A mudança de lado ocorre depois de Lulu Arfin Nanny.

O título nomeia a oitava faixa, não uma história que abranja todas as canções. Edições ampliadas colocam um item adicional depois de New Blue Ooze e, portanto, estendem o final original em vez de substituí-lo.

1970

Um final de 1970 com recepção retrospectiva dividida

Bernice surgiu em 1970 como o quarto álbum de estúdio do Kaleidoscope na Epic. Não repetiu a modesta colocação de Incredible! na Billboard. A cobertura contemporânea da Billboard o identificou como novo lançamento da Epic no início de 1970.

A crítica retrospectiva frequentemente o julgou menos coeso que os três primeiros álbuns. Essa irregularidade se relaciona a mudanças reais de integrantes e estilo, não apenas à incapacidade de repetir Taxim ou Seven-Ate Sweet. O álbum tornou-se a última declaração nova de estúdio antes da dissolução do grupo original.

O final da Epic

A última declaração de estúdio da fase original

Bernice encerra a sequência de quatro álbuns da Epic iniciada com Side Trips. Sua ênfase maior em blues e R&B mostra o Kaleidoscope testando um centro diferente, não repetindo indefinidamente o ecletismo anterior. O disco preserva contribuições pontuais de Kaplan, Armstrong e das cantoras de apoio. Os créditos de Lindley continuam importantes, embora sua carreira já avançasse para além da banda.

New Blue Ooze oferece um último final de longa duração, mas sua linguagem elétrica difere de Taxim e Seven-Ate Sweet. Sua reputação retrospectiva mais fraca documenta a resposta crítica, não os motivos individuais por trás da formação em mudança. Reuniões posteriores retomaram o nome em outras circunstâncias e não devem ser tratadas como continuações imediatas. Como final, Bernice é valioso justamente por registrar mudança não resolvida.

Programa original

Dez originais antes do apêndice digital

LP original da EpicBN 26508: dez faixas, terminando com New Blue Ooze.
Relançamento principalRelançamento de dez faixas com o programa e os créditos originais do álbum.
Edição digital ampliadaOnze faixas; a adição final fica fora do LP original.

O álbum original contém dez faixas. Lulu Arfin Nanny encerra o lado um. New Blue Ooze é o final original. A participação creditada de Jeff Kaplan limita-se a Lulu Arfin Nanny.

Os vários nomes de Crill identificam um único músico remanescente. Ron Johnson e Stuart Brotman aparecem na documentação do álbum. O registro de créditos sobrevivente não estabelece uma divisão completa e confiável do baixo. A décima primeira faixa da edição digital ampliada não faz parte de BN 26508.

Um percurso de escuta

Ouça a mudança sem forçar continuidade

  1. Ouça Chocolate Whale como mudança nas prioridades instrumentais.
  2. Compare a canção de amor direta com a peça rítmica do gueto.
  3. Deixe o breve paradoxo de Lagos conduzir ao final cômico do lado um.
  4. Recomece com a pressão elétrica mais sombria de Lie and Hide.
  5. Siga Tommy Udo até o retrato da faixa-título.
  6. Use Soft and Easy como preparação deliberada.
  7. Termine com New Blue Ooze completa antes de qualquer apêndice.

Trilha de pesquisa

Fontes e leituras adicionais

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