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Guia de álbum clássico

Incredible! Kaleidoscope

Kaleidoscope · 1969 · Rock psicodélico / world music

Lançado pela Epic em 1969, Incredible! Kaleidoscope é o terceiro álbum da banda americana, com sete faixas, e o primeiro com o baixista Stuart Brotman e o baterista Paul Lagos.

Lançado em 1969Terceiro álbum, com sete faixasEpic BN 26467
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O disco

Em resumo

Artista
Kaleidoscope (EUA)
Lançamento
1969
Álbum
Terceiro álbum de estúdio
Faixas originais
Sete
Gravadora
Epic BN 26467
Produtor
Jackie Mills

Por que importa

Um quinteto alterado concentra a amplitude do Kaleidoscope

Incredible! não é o terceiro disco de um conjunto inalterado. Stuart Brotman substitui Chris Darrow no baixo, e Paul Lagos substitui John Vidican na bateria e percussão.

David Lindley, Solomon Feldthouse e Chester Crill permanecem, de modo que a amplitude de cordas, teclados e estilos do grupo sobrevive à mudança de integrantes. Jackie Mills assume a produção, substituindo a equipe por trás de A Beacon from Mars.

O LP original tem sete faixas. Edições digitais posteriores acrescentam Sefan depois de Seven-Ate Sweet, mas essa versão de single não faz parte da sequência do álbum de 1969.

As primeiras seis peças são compactas; Seven-Ate Sweet dura mais de onze minutos e dá ao disco inteiro um perfil deliberadamente assimétrico. Killing Floor coloca a escrita blues de Howlin' Wolf ao lado de canção country, material tradicional e composições coletivas sem fazer uma fonte representar o álbum todo. Banjo dá a Lindley um centro instrumental nomeado, enquanto Petite Fleur e The Cuckoo enfatizam o arranjo coletivo, não uma identidade convencional de cantor-compositor.

O álbum importa porque uma banda reconfigurada transforma a amplitude estilística dos discos anteriores em um programa mais coeso, com um destino decisivo de longa duração. Sua divisão dos lados em quatro/três é mais que embalagem: o lado um demonstra mudanças rápidas de estilo, enquanto o lado dois remove progressivamente as expectativas comuns da canção pop antes do final extenso.

Los Angeles, 1968–69

Brotman e Lagos entram depois da seção rítmica original

Chris Darrow e John Vidican saíram depois de A Beacon from Mars. Brotman e Lagos se juntaram a Lindley, Feldthouse e Crill em gravações realizadas entre 1968 e 1969. Crill usou Templeton Parcely como crédito no álbum e Max Buda para a gaita; ambos os nomes se referem ao mesmo músico. Jackie Mills produziu e Bob Breault foi o engenheiro de som.

A Epic lançou Incredible! em 1969 como LP estéreo BN 26467.

A divisão original coloca de Lie to Me a Petite Fleur no lado um, com Banjo, The Cuckoo e Seven-Ate Sweet no lado dois. O álbum chegou ao número 139 da parada de álbuns da Billboard, o único LP do Kaleidoscope a entrar nessa lista.

O mesmo núcleo de cinco integrantes não permaneceria intacto em Bernice, fazendo de Incredible! a declaração completa em álbum dessa formação.

Os cinco do terceiro álbum

Cinco multi-instrumentistas sob a direção de Jackie Mills

David LindleyGuitarra, banjo, violino, vocais e composição
Solomon FeldthouseGuitarra, saz, oud, jumbus, clarinete, vocais e composição
Stuart BrotmanBaixo, vocais e composição
Chester Crill / Templeton Parcely / Max BudaViolino, teclados, órgão, gaita, vocais e composição
Paul LagosBateria, percussão, vocais e composição
Jackie MillsProdutor
Bob BreaultEngenheiro de som

Lindley dá a Banjo uma identidade instrumental nitidamente delimitada e contribui para a escrita coletiva de longa duração. Feldthouse permanece o elo mais forte com a prática de cordas do Oriente Médio, especialmente na métrica e linguagem melódica de Seven-Ate Sweet. O baixo e a voz de Brotman criam um centro grave diferente da execução de Darrow nos dois primeiros álbuns. Lagos não é apenas um baterista substituto: sua percussão e participação composicional são centrais ao desenho rítmico irregular da faixa final.

Os vários pseudônimos de Crill complicam os créditos impressos, mas os instrumentos pertencem a um único integrante remanescente. Mills dá contornos firmes às faixas curtas e deixa ao final duração suficiente para se desenvolver fora da escala radiofônica. A engenharia de Breault mantém banjo, violino, guitarra elétrica, teclados e percussão legíveis durante mudanças rápidas de estilo. Darrow e Vidican não tocam neste álbum e não devem ser trazidos da formação anterior.

Sete formas contrastantes

Formas curtas orbitam uma conclusão de onze minutos

Lie to Me abre com escrita coletiva, ritmo compacto e acusação vocal direta. Let the Good Love Flow leva fraseado country a uma forma relaxada de dois minutos. Killing Floor comprime o blues de Howlin' Wolf em torno da nova seção rítmica.

Petite Fleur é uma miniatura instrumental coletiva, não o standard de Sidney Bechet com o mesmo título. Banjo isola articulação dedilhada, controle do andamento e o domínio de Lindley sobre um instrumento antigo. The Cuckoo remodela material tradicional com vozes e a cor multi-instrumental da banda.

Seven-Ate Sweet incorpora o título à métrica, usando assimetria recorrente, melodia modal e percussão em camadas como forma. Petite Fleur e Banjo não são vitrines instrumentais intercambiáveis: a primeira distribui a atenção pelo grupo, enquanto a segunda restringe o foco ao ataque e à pulsação interna de um instrumento. The Cuckoo forma uma ponte entre esses instrumentais e Seven-Ate Sweet porque a repetição permanece reconhecível como prática folk mesmo quando as cores ao redor ficam menos convencionais.

Guia de faixas

Sete peças de Lie to Me a Seven-Ate Sweet

01

Lie to Me

Os cinco integrantes compartilham o crédito de composição, e o resultado funciona como declaração da formação. Baixo e bateria estabelecem contornos mais firmes, enquanto vozes, guitarra e teclado transformam engano em uma exigência coletiva compacta.

02

Let the Good Love Flow

Uma breve canção de inflexão country reduz a pressão. A escrita de Lindley e Carl Smith flui por uma corrente melódica fácil, mostrando que o novo grupo pode habitar o afeto simples sem carregar cada compasso de detalhes psicodélicos.

03

Killing Floor

A composição de Howlin' Wolf recebe uma leitura elétrica concisa. Lagos e Brotman dão peso físico ao blues, enquanto a guitarra de Lindley trabalha dentro do perigo repetido da canção, em vez de abrir um longo campo para solo.

04

Petite Fleur

O instrumental coletivo encerra o lado um com melodia cuidadosamente dimensionada e timbre mutável. É uma peça original do grupo, não uma versão do standard de jazz mais conhecido, e funciona como reinicialização sem palavras antes do lado dois.

05

Banjo

Lindley torna o instrumento nomeado o tema completo. Padrão de dedilhado, acento e velocidade fornecem drama sem letra; o virtuosismo permanece ligado à arquitetura da música, em vez de virar exibição separada dela.

06

The Cuckoo

O material tradicional se torna uma moldura vocal e instrumental mais sombria. O pássaro familiar carrega memória folk, mas o arranjo do Kaleidoscope enfatiza repetição e cor coletiva mutável, em vez de reivindicar uma versão definitiva.

07

Seven-Ate Sweet

O final transforma o movimento em sete tempos em um motor estrutural de onze minutos. A linguagem modal de cordas de Feldthouse, a percussão de Lagos e as linhas de Lindley constroem seções por desequilíbrio recorrente, encerrando o LP com concentração coletiva, não com reprise convencional.

Amor e desequilíbrio

Verdade, afeto, perigo, memória folk e assimetria

Verdade e ocultação entram por Lie to Me, enquanto o afeto responde por Let the Good Love Flow. Killing Floor torna o perigo corporal e imediato, não metaforicamente psicodélico. Petite Fleur e Banjo removem as letras e deixam a identidade instrumental carregar o sentido. The Cuckoo liga o álbum à transmissão folk e a imagens naturais repetidas.

Seven-Ate Sweet trata o desequilíbrio rítmico como prazer, não instabilidade a corrigir. Durações curta e longa tornam-se o contraste conceitual mais forte do álbum. O programa passa da linguagem interpessoal direta para uma organização cada vez mais sem palavras. Não há enredo narrativo; as sete faixas exploram como um grupo alterado pode compartilhar autoria entre formas distintas.

Epic BN 26467

Epic BN 26467 e a fronteira das sete faixas

A Epic lançou Incredible! como BN 26467 em 1969.

O LP original contém sete faixas divididas em quatro/três entre os lados. O ponto de exclamação pertence ao título do álbum, embora catálogos às vezes o abreviem para Incredible. Seven-Ate Sweet ocupa a posição final e mais longa, não serve como improvisação bônus. Edições ampliadas acrescentam Sefan depois da faixa final original e não devem ser usadas para redefinir a sequência de 1969.

1969

O único álbum da banda a entrar na Billboard

O álbum surgiu em 1969 como o terceiro LP do Kaleidoscope na Epic. Chegou ao número 139 da parada de álbuns da Billboard. Essa colocação modesta ainda assim o torna o único álbum do grupo a entrar na parada.

O primeiro lado curto e o final extenso ofereceram tanto faixas acessíveis quanto uma versão concentrada da identidade experimental da banda. Discussões retrospectivas frequentemente destacam Seven-Ate Sweet ao lado de Taxim como performance definidora de fusão. O resultado na parada não estabilizou a formação nem levou a sucesso comercial duradouro.

O terceiro álbum

A única declaração completa de uma nova formação

Incredible! preserva o único álbum completo da formação Lindley-Feldthouse-Crill-Brotman-Lagos.

Seven-Ate Sweet tornou-se um dos documentos mais claros das ambições modais e rítmicas da banda. Diferente do desenvolvimento modal espaçoso de Taxim ou da pressão de blues amplificado de Beacon from Mars, Seven-Ate Sweet organiza sua duração em torno de uma contagem assimétrica recorrente. Banjo demonstra que a amplitude de Lindley não pode ser resumida apenas à guitarra elétrica. Brotman e Lagos mudam materialmente o conjunto, em vez de apenas preencher vagas na seção rítmica.

A economia de sete faixas distingue o disco tanto da estreia comprimida quanto da arquitetura de longa duração e oito faixas de A Beacon from Mars. Seu material tradicional e externo permanece separado por escolhas de arranjo, não absorvido em uma categoria vaga de raízes. Bernice mudaria para um programa mais voltado à guitarra e ao R&B, com novas trocas de integrantes. O terceiro álbum marca, portanto, tanto a continuidade do método quanto o fim de um equilíbrio específico.

Programa original

Sefan vem depois do final original

LP original da EpicBN 26467: sete faixas, terminando com Seven-Ate Sweet.
Relançamento principal em CDRestaura o álbum no catálogo de compact disc.
Edição digital ampliadaAcrescenta Sefan (Single Version) como oitava faixa depois do LP completo.

O álbum original contém sete faixas. Petite Fleur encerra o lado um. Seven-Ate Sweet encerra o lado dois e o álbum. Sefan é adição de uma edição posterior, não faixa do LP original.

Templeton Parcely, Max Buda e Chester Crill são a mesma pessoa. Darrow e Vidican não fazem parte desta formação. Petite Fleur é creditada ao Kaleidoscope, não a Sidney Bechet. Mantenha os metadados do programa ampliado fora da história original de sete faixas.

Um percurso de escuta

Ouça a expansão do lado dois em sequência

  1. Use Lie to Me para ouvir a nova relação entre baixo e bateria.
  2. Compare a leveza country com a comprimida Killing Floor.
  3. Deixe Petite Fleur encerrar o primeiro lado original.
  4. Recomece com Banjo como close instrumental.
  5. Ouça The Cuckoo como tradição arranjada.
  6. Dê a Seven-Ate Sweet seu arco completo de onze minutos.
  7. Toque Sefan depois, como apêndice.

Trilha de pesquisa

Fontes e leituras adicionais

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