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Guia de álbum clássico

Vive la Trance

Amon Düül II · 1973 · Krautrock / Rock psicodélico

Lançado pela United Artists em 1973, Vive La Trance é um álbum de estúdio de onze faixas do Amon Düül II, gravado e remixado no Bavaria Studios, com remixagem adicional no Union Studio, em Munique, produzido pela banda com Olaf Kübler e com engenharia de Peter Kramper.

Lançado em 1973LP de estúdio com onze faixasUnited Artists UAS 29 504 I
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O disco

Em resumo

Artista
Amon Düül II
Lançado em
1973
Faixas originais
Onze
Estúdio
Bavaria Studios
Engenheiro
Peter Kramper
Selo
United Artists

Por que importa

O coletivo experimenta dentro da duração da canção

Vive La Trance prova que a identidade experimental do Amon Düül II pode sobreviver em um álbum composto quase inteiramente por canções individuais concisas. O repertório de onze faixas é mais cheio que Wolf City, mas a ordem dos lados dá espaços separados à interpelação política, à sátira de personagens e à cor instrumental. A Morning Excuse estabelece uma abertura vocal direta, enquanto Fly United amplia imediatamente o conjunto por meio de múltiplas vozes e mudanças de ênfase instrumental. Mozambique estende o primeiro lado à sua maior escala e traz uma dedicatória impressa a Monika Ertl, ancorando sua política em documentação específica do álbum.

O segundo lado avança da mais longa Apocalyptic Bore por peças de personagens cada vez mais compactas, antes que Ladies Mimikry encerre com instabilidade teatral. O VCS 3 e o órgão de Falk Rogner, o saxofone e o violino de Chris Karrer, e o violoncelo e o violino de Robby Heibl impedem que o formato de canção se torne estreito em termos de timbre. O álbum também registra uma formação distinta centrada no baixo e no papel multi-instrumental de Heibl, em vez de simplesmente transportar a formação de Wolf City. Importa como disco deliberadamente misto de 1973: politicamente atento, cômico, abrasivo e melódico, sem reduzir esses modos a um único rótulo de gênero.

1973

Um álbum de estúdio depois de Wolf City e Live in London

Vive La Trance sucedeu os dois álbuns de estúdio de 1972, Carnival in Babylon e Wolf City, além de um álbum ao vivo derivado das apresentações britânicas da banda. A discografia central do Amon Düül II o lista depois de Wolf City; algumas contagens posteriores inserem Utopia, projeto paralelo posteriormente reatribuído em reedições. Como essa atribuição muda a numeração ordinal, este guia identifica o álbum por data e sequência, em vez de apresentar uma contagem contestada como universal. O disco foi gravado e remixado no Bavaria Studios, com remixagem adicional no Union Studio, em Munique.

Amon Düül II e Olaf Kübler compartilham o crédito de produção, e Peter Kramper fez a engenharia. A United Artists lançou o LP alemão como UAS 29 504 I em 1973. No LP de 1973 da United Artists, Mozambique completa o primeiro lado de cinco faixas e Apocalyptic Bore inicia o verso de seis faixas. Hijack veio em 1974 sob outro selo e arranjo de produção, fazendo de Vive La Trance o encerramento da sequência inicial de estúdio da banda pela United Artists.

Núcleo e convidados

Seis músicos principais e quatro convidados delimitados

John WeinzierlGuitarras elétricas e acústicas, baixo e vocais
Chris KarrerGuitarras elétricas e de doze cordas, violino, saxofone, Mellotron, maracas e vocais
Peter LeopoldBateria, percussão e piano de cauda
Renate KnaupVocais principais e de conjunto
Falk-Ulrich RognerÓrgão, VCS 3 e harmônio
Robby HeiblBaixo, guitarras, violoncelo, violino, voz e cor adicional
Peter Kramper e Lothar MeidContribuições delimitadas de piano, coro e estalos de dedos
Keith Forsey e Desmond BonnerContribuições delimitadas de percussão, coro e vocais

A guitarra de Weinzierl continua uma voz estrutural constante, mas seus créditos de baixo e vocais em faixas selecionadas impedem uma única divisão fixa de trabalho. Karrer tem a paleta documentada mais ampla, transitando entre guitarras, saxofone, violino, Mellotron, maracas e voz principal. Leopold toca bateria por todo o repertório e acrescenta piano de cauda, dando continuidade rítmica a arranjos que, fora isso, mudam rapidamente de instrumentação. Knaup alterna entre linhas principais e funções de coro; sua presença torna claramente imprecisa qualquer classificação como Instrumental.

Rogner usa VCS 3, órgão e harmônio como cores distintas, não como uma camada generalizada de teclados. Heibl assume grande parte do trabalho de baixo, enquanto violoncelo, violino, guitarra e voz fazem dele um arranjador dentro da textura do conjunto. Kramper, Meid, Forsey e Bonner são documentados em faixas específicas e continuam convidados, em vez de serem promovidos à formação principal. Essa distribuição explica a variedade do álbum com mais exatidão do que descrevê-lo como uma performance convencional de rock por seis pessoas.

Experimento compacto

Cor eletrônica, vocais de conjunto e formas miniaturizadas abruptas

O álbum favorece mudanças rápidas de cor em vez do acúmulo de lado inteiro ouvido nos primeiros discos da banda. Timbres do VCS 3 podem interromper a sonoridade física da banda em uma canção, enquanto órgão e harmônio fornecem peso harmônico mais constante. O saxofone de Karrer traz uma aresta de palheta a várias faixas, e o violino se torna especialmente importante na sequência do segundo lado. O violoncelo de Heibl amplia os registros graves e médios sem transformar o disco inteiro em rock sinfônico orquestrado.

Múltiplos vocalistas criam cenas em que locutor, coro e personagem podem mudar em poucos minutos. Mozambique e Apocalyptic Bore preservam espaço para desenvolvimento ampliado, funcionando como âncoras estruturais em seus respectivos lados. As peças mais curtas usam a compressão de modos diferentes: Trap aumenta a tensão, Pig Man exagera a caricatura e Mañana afrouxa o álbum em um balanço mais relaxado. A produção mantém reconhecíveis os acontecimentos acústicos, eletrônicos e vocais mesmo quando os arranjos colidem deliberadamente.

Guia faixa a faixa

Onze canções originais em dois lados

01

A Morning Excuse

A abertura começa com uma evasiva cotidiana, não com uma declaração cósmica. O vocal de Karrer e o arranjo compacto do conjunto tornam personagem e tom imediatamente legíveis. Piano, guitarra, ritmo e cor de coro dão à canção vários planos sem estendê-la além de seu propósito. O título sugere atraso e autojustificação; a performance contrapõe a essa hesitação um movimento para a frente. Como abertura de lado, anuncia a nova disciplina do álbum: uma situação dramática completa pode ser construída em pouco mais de três minutos, e a faixa seguinte a substituirá em vez de prolongá-la em uma suíte.

02

Fly United

A frase de aviação soa como um slogan publicitário, e a faixa transforma elevação coletiva em algo menos estável. Knaup e Heibl contribuem com vocais, enquanto guitarras, baixo, bateria, piano e cor eletrônica continuam mudando o terreno sob o refrão. O voo pode sugerir liberdade, comércio ou movimento em grupo, mas a canção não impõe uma leitura literal. Sua posição depois de A Morning Excuse passa do álibi privado à mensagem pública. A brevidade carregada do arranjo demonstra como Vive La Trance usa repetição em escala pop enquanto mantém intactas ironia, voz teatral e fricção instrumental.

03

Jalousie

O ciúme recebe um tratamento conciso e centrado na voz, não uma grande moldura alegórica. O vocal de Knaup carrega franqueza emocional, enquanto detalhes de guitarra acústica e elétrica complicam a superfície. O título francês acrescenta elegância a um sentimento definido por insegurança e posse. A contribuição delimitada de Peter Kramper no piano pertence a esta faixa sem ser projetada no álbum inteiro. Posicionada entre a linguagem pública de Fly United e a imagem de paisagem alemã que se segue, Jalousie estreita a lente para a tensão interpessoal. Sua especificidade ajuda a impedir que os motivos políticos e de viagem do primeiro lado se tornem um único tema indiferenciado.

04

Im Krater blühn wieder die Bäume

O título alemão — In the Crater the Trees Bloom Again — comprime destruição e renovação em uma imagem. O órgão e o VCS 3 de Rogner dão à canção peso harmônico enraizado e horizonte eletrônico instável. A guitarra acústica acrescenta uma textura em escala humana sob a paisagem maior. A música pode ser ouvida como regeneração depois da catástrofe, mas nenhum acontecimento histórico específico é afirmado sem documentação. Sua função no primeiro lado é clara: amplia o álbum do ciúme pessoal ao terreno danificado, preparando a escala política explicitamente dedicada de Mozambique sem apenas repetir seu tema.

05

Mozambique

A faixa mais longa do primeiro lado traz impressa uma dedicatória a Monika Ertl. Essa dedicatória documentada dá à peça um ponto de referência político, evitando a afirmação inventada de que toda letra seja reportagem biográfica. A voz de Knaup, contribuições de coro, percussão, piano, VCS 3 e guitarras constroem uma moldura coletiva mais ampla que a das canções anteriores. Estalos de dedos e vozes do conjunto podem soar comunitários, enquanto mudanças de densidade impedem uma certeza celebratória fácil. Como encerramento do lado, reúne viagem, revolução e interpelação ao grupo em uma forma extensa, proporcionando a primeira grande libertação do álbum da compressão de três minutos.

06

Apocalyptic Bore

O segundo lado começa com um título que une retórica de fim do mundo ao cansaço. Guitarra de doze cordas, órgão, harmônio, violino e múltiplas vozes permitem ao arranjo transitar entre grandiosidade e humor corrosivo. A contribuição vocal delimitada de Desmond Bonner acrescenta outra identidade sem torná-lo parte do núcleo. A extensão maior da faixa dá tempo para suas contradições se desenvolverem: proclamação pode virar rotina, e uma textura ornamentada pode subitamente expor uma banda áspera por baixo. Não é uma continuação de Mozambique, mas responde ao encerramento daquele lado questionando o apetite por espetáculos políticos e culturais cada vez maiores.

07

Dr. Jeckyll

O título invoca a figura dividida de Stevenson com grafia alterada, oferecendo uma imagem pronta de identidade instável. Weinzierl e Heibl têm papéis vocais documentados, e o violino dá ao arranjo uma segunda voz cortante. A canção usa a referência ao personagem em vez de recontar o romance. Suas mudanças concisas tornam a dualidade audível como alterações de postura, textura e ataque. Depois da ampla tela de Apocalyptic Bore, Dr. Jeckyll devolve o álbum ao teatro em miniatura. A faixa também demonstra um princípio recorrente de Vive La Trance: referências culturais funcionam como sinais comprimidos dentro de uma canção, não como prova de um conceito literário contínuo.

08

Trap

Trap faz do confinamento seu título inteiro e o expressa por meio de um arranjo tenso e voltado para a frente. O vocal de Knaup, saxofone, órgão, VCS 3, guitarra, baixo e bateria criam mais movimento interno do que a curta duração sugere. O impulso da música não garante fuga; a pressão repetida pode fazer o próprio movimento parecer confinado. Colocada entre duas caricaturas nomeadas, a faixa remove a biografia e deixa uma condição se tornar o tema. É um dos exemplos mais claros da economia do álbum: densidade instrumental, tensão emocional e função formal chegam sem as transições extensas associadas aos álbuns duplos da banda.

09

Pig Man

Um personagem composto e grotesco sucede Trap. Os vocais de Knaup, Weinzierl e Heibl distribuem a caricatura em vez de fixá-la em um narrador, enquanto o saxofone de Karrer aguça o arranjo. O título pode sugerir apetite, poder ou insulto, mas o guia não inventa um alvo nomeado do mundo real. Sua brevidade torna o exagero mais eficaz: a figura aparece, atua e desaparece antes que a sátira vire explicação. No segundo lado, Pig Man liga a divisão literária de Dr. Jeckyll à identidade teatral posterior de Ladies Mimikry, dando à sequência uma série de máscaras distintas, porém relacionadas.

10

Mañana

A palavra espanhola para amanhã muda o ritmo e a temperatura emocional do lado. Karrer assume os vocais ao lado de Mellotron e maracas, enquanto o baixo de Weinzierl sustenta um movimento mais relaxado. O título pode sinalizar adiamento e possibilidade futura, ecoando discretamente a desculpa da abertura sem transformar o álbum em uma trama circular. Depois de Trap e Pig Man, o arranjo abre espaço para respirar antes do final. Sua leveza é estrutural, não descartável: Vive La Trance precisa de uma canção em que o atraso pareça corporal e rítmico, não apenas verbal, antes que Ladies Mimikry restaure arestas teatrais mais nítidas.

11

Ladies Mimikry

O final se concentra em imitação, performance e identidade plural instável. O violino, o saxofone e a voz de Karrer, o baixo de Weinzierl e a instrumentação de Heibl ajudam a canção a trocar de máscara rapidamente. A grafia incomum do título faz a própria imitação parecer encenada e artificial. Em vez de resolver a política do álbum, ele termina com performance: vozes e gestos instrumentais mostram como a identidade pode ser copiada, exagerada e rearranjada. Esse final convém a um álbum cujas onze canções mudam repetidamente de locutor e escala. A faixa final não é apêndice; completa a cadeia do segundo lado entre figura literária, armadilha, caricatura, adiamento e imitação.

Política e movimento

Viagem, espetáculo, revolta e modernidade comprometida

Vive La Trance não é um álbum conceitual linear documentado; sua unidade vem de pressões públicas e privadas recorrentes. Excuse e mañana tratam ambas de atraso, mas uma é pessoal e a outra carrega distância linguística e rítmica. Flight e Mozambique se voltam para fora, em direção a viagem, imagens internacionais e interpelação política. A imagem da cratera coloca renovação dentro do dano, em vez de oferecer uma fuga pastoral descomplicada.

Apocalyptic Bore trata a linguagem grandiosa de crise com cansaço e sátira. Dr. Jeckyll, Pig Man e Ladies Mimikry exploram identidade encenada ou dividida por molduras distintas de personagem. Trap converte essas tensões de personagem em uma condição de confinamento. O título Vive La Trance soa celebratório, mas o disco interrompe repetidamente qualquer transe coletivo estável com ironia e mudança formal.

LP da United Artists

Fotografia e design enquadram um disco voltado para fora

O LP alemão original da United Artists traz o número de catálogo UAS 29 504 I. Falk-Ulrich Rogner e Gena Zimmermann recebem créditos de fotografia no registro da coleção Bertelsmann. Jürgen Rogner recebe créditos de design e arte. A apresentação visual favorece identidade fotográfica encenada em vez da ilustração literal de uma canção.

A embalagem sustenta um disco preocupado com imagem pública, disfarce e performance. A divisão de cinco e seis faixas nos lados é impressa como onze títulos individuais, não como suítes. Reedições posteriores podem usar embalagens desdobráveis mais pesadas e vinil colorido sem reproduzir todos os detalhes materiais originais. Uma data moderna de reedição não deve substituir a identidade documentada de 1973 do álbum.

1973

A United Artists encerra uma fase extraordinariamente produtiva

A United Artists lançou Vive La Trance em 1973. O álbum vem depois de Wolf City na cronologia central de estúdio do Amon Düül II. Utopia complica contagens ordinais posteriores porque surgiu como projeto separado e foi reatribuído em edições posteriores. A banda e Olaf Kübler produziram; Peter Kramper fez a engenharia.

Seu repertório de onze faixas foi o LP de estúdio mais densamente segmentado do grupo até então. Nenhuma posição de parada ou total de vendas sem comprovação é associado aqui. Reações da época e posteriores frequentemente ouviram uma direção pop ou glam mais forte, mas os créditos instrumentais mostram amplitude experimental contínua. Hijack trouxe uma mudança de selo e produtor no ano seguinte.

Transição

Um álbum de transição mais rico que seu resumo estilístico

O álbum às vezes é tratado sobretudo como transição para longe dos clássicos iniciais, descrição que pode obscurecer seu artesanato específico. Sua realização está em fazer onze canções soarem como onze arranjos diferentes, não como um modelo único. Mozambique continua notável por sua dedicatória impressa e escala coletiva. Os créditos de VCS 3, harmônio, Mellotron, saxofone, violoncelo e violino resistem a um relato estreito de pop rock.

Múltiplos vocalistas ampliam a identidade teatral de conjunto estabelecida nos álbuns anteriores. A sequência compacta antecipou discos posteriores do Amon Düül II sem tornar o álbum de 1973 intercambiável com eles. Reedições ampliadas melhoram o acesso, mas podem borrar o limite entre repertório original e acréscimos posteriores. Seu legado é mais forte quando ouvido como álbum de compressão, imagem política e locutor mutável, não como tentativa fracassada de recriar Yeti.

Onze originais

Preserve a divisão de cinco e seis faixas nos lados

LP original de 1973Cinco faixas no primeiro lado e seis no segundo, de A Morning Excuse a Ladies Mimikry.
Alerta de numeraçãoA numeração do álbum varia quando Utopia, surgido separadamente, é contado como Amon Düül II.
Limite dos bônusAcréscimos de CDs ampliados não fazem parte do repertório original de onze faixas.

O álbum original contém onze faixas. Mozambique encerra o primeiro lado e traz a dedicatória impressa a Monika Ertl. Apocalyptic Bore abre o segundo lado; Ladies Mimikry o encerra. Gravado e remixado no Bavaria Studios, com remixagem adicional no Union Studio, em Munique.

Reedições podem ampliar a duração com material suplementar. Nenhuma faixa bônus pertence à discussão das faixas originais. O repertório contém vocais extensos, portanto Instrumental é inválido. Use a identidade da United Artists de 1973, não a data de fabricação de uma reedição.

Um percurso de audição

Acompanhe as mudanças de locutor e escala do álbum

  1. Ouça as três primeiras faixas como mudanças de desculpa para slogan e ciúme.
  2. Deixe a imagem da cratera preparar Mozambique, em vez de tratar ambas como a mesma canção política.
  3. Faça uma pausa na virada do lado depois da declaração coletiva mais longa do álbum.
  4. Compare a escala de Apocalyptic Bore com as peças de personagens mais curtas que se seguem.
  5. Acompanhe saxofone, violino e VCS 3 como cores distintas de arranjo.
  6. Use Mañana como liberação deliberada da pressão no lado.
  7. Termine com Ladies Mimikry e depois retorne a A Morning Excuse para ouvir como a identidade encenada enquadra o álbum completo.

Trilha de pesquisa

Fontes e leituras adicionais

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Gêneros e cenas

Sons e instrumentos

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