O disco
Em resumo
- Artista
- Country Joe and the Fish
- Lançamento
- Maio de 1970
- Álbum
- Quinto álbum de estúdio
- Faixas originais
- Onze
- Selo
- Vanguard VSD 6555
- Produtor
- Tom Wilson
Por que importa
Uma nova formação do Fish faz a declaração final pela Vanguard
C.J. Fish é o primeiro álbum da banda construído inteiramente em torno da formação pós-clássica de McDonald, Barry Melton, Mark Kapner, Doug Metzner e Greg Dewey.
Cohen, Barthol e Hirsh não fazem parte deste LP. Tratar todos os discos do Country Joe and the Fish como obra dos mesmos cinco intérpretes apaga a razão musical pela qual C.J. Fish soa diferente.
Tom Wilson substituiu Samuel Charters como produtor. Seu equilíbrio mais limpo e firme sustenta canções que, em geral, chegam ao assunto mais rápido que os discos de 1967.
McDonald escreveu nove faixas, e Melton, duas: Sing Sing Sing e The Love Machine. Essa divisão faz de Melton um autor alternativo, não apenas o guitarrista solo.
The Love Machine dura quase seis minutos, e Rockin' Round the World, quase cinco, enquanto Hey Bobby tem pouco mais de dois. A escala continua variada dentro de uma estrutura de rock mais direta.
Hey Bobby se dirige a Bob Dylan por meio de uma comparação incisiva, não de imitação. The Return of Sweet Lorraine retoma o nome da estreia sem reproduzir Not So Sweet Martha Lorraine.
O álbum é o último LP de estúdio original da primeira fase do grupo na Vanguard. O próximo álbum de estúdio com o nome da banda, Reunion, chegou em 1977.
Sua importância está na especificidade: não é a formação clássica em declínio, mas outro conjunto fazendo um disco conciso, centrado em guitarra e órgão.
Califórnia, 1969–70
Depois da fama de Woodstock e do trabalho solo paralelo
Here We Are Again reuniu grupos variáveis de músicos de estúdio em 1969, depois que a formação clássica se desfez. McDonald e Melton passaram então a trabalhar com o tecladista Mark Kapner, o baixista Doug Metzner e o baterista Greg Dewey. A formação esteve visível durante o período de Woodstock, embora a célebre apresentação de McDonald no festival tenha sido um set solo, não uma performance desses cinco músicos exatos.
C.J. Fish foi gravado no Record Plant, em Los Angeles, com o produtor Tom Wilson.
A Vanguard lançou VSD 6555 em maio de 1970. O programa original contém onze faixas e dura aproximadamente quarenta minutos.
McDonald já havia lançado trabalho solo, portanto o álbum da banda coexistiu com sua carreira independente, em vez de precedê-la. O primeiro lado contém seis canções; o segundo contém cinco e dá mais espaço a Rockin' Round the World e The Love Machine.
Depois de C.J. Fish, o grupo da era original deixou de produzir novos álbuns de estúdio pela Vanguard, embora lançamentos ao vivo, coletâneas e reuniões posteriores tenham vindo em seguida.
Os cinco de 1970
McDonald e Melton com Kapner, Metzner e Dewey
McDonald escreve a maior parte da sequência, mas varia a voz da ternura à sátira e ao apelo social direto. A guitarra de Melton continua sendo uma contravoz definidora, enquanto suas duas composições introduzem canto coletivo e desejo mecânico. Os teclados de Kapner dão à nova formação continuidade com a psicodelia anterior centrada no órgão, sem copiar a abordagem exata de Cohen. O baixo de Metzner é mais firme e orientado ao rock do que sugere um crédito genérico de substituto.
Dewey dá finais decididos às canções curtas e sustenta as duas formas mais longas do segundo lado. Wilson enfatiza separação e impacto, permitindo que a direção pop-rock do álbum coexista com a expansão instrumental. Peter Albin às vezes é associado ao período, mas o crédito central publicado do álbum usado aqui é a formação documentada de cinco integrantes. Os músicos devem ser ouvidos como um conjunto por mérito próprio, não como uma carcaça temporária em torno de McDonald.
Produção de Tom Wilson
Rock compacto, retratos líricos e dois centros extensos
Sing Sing Sing abre com repetição, guitarra e energia vocal coletiva. She's a Bird torna a liberdade melódica enquanto a seção rítmica impede a ausência de peso. Mara comprime o retrato de uma pessoa nomeada numa das formas mais suaves do álbum. Hang On transforma resistência numa instrução rítmica compacta.
The Baby Song leva intimidade doméstica a um catálogo mais conhecido pelo debate público. Hey Bobby usa brevidade e interlocução direta para aguçar seu comentário sobre Dylan. Silver and Gold pesa o valor material contra a consequência humana. Rockin' Round the World amplia a viagem para o groove rolante mais vasto do álbum.
The Love Machine torna o desejo mecânico ao longo de quase seis minutos. The Return of Sweet Lorraine explicita a memória sem se transformar numa continuação narrativa. Hand of Man encerra passando de indivíduos nomeados para a responsabilidade coletiva.
Guia de faixas
Onze canções numa sequência de seis e cinco
Sing Sing Sing
Melton abre com voz repetida como movimento coletivo. A guitarra, os teclados de Kapner e a nova seção rítmica estabelecem imediatamente a formação de 1970. Cantar funciona como ação antes que o álbum se volte para figuras individuais.
She's a Bird
McDonald molda a liberdade por meio de uma imagem melódica concisa. Metzner e Dewey mantêm o voo ligado à pulsação, impedindo que a metáfora do pássaro derive para um pastoralismo genérico.
Mara
Uma pessoa nomeada recebe uma moldura pequena e íntima. As cores de guitarra e teclado sustentam a franqueza de McDonald, distinguindo o retrato do comentário público que aparece mais adiante no lado.
Hang On
O título se torna um comando rítmico. Frases curtas e o ataque firme do conjunto traduzem resistência em firmeza corporal, não em declaração filosófica.
The Baby Song
O cuidado doméstico muda novamente a escala emocional. O arranjo permanece compacto e espontâneo, permitindo que a vulnerabilidade exista sem disfarce psicodélico.
Hey Bobby
McDonald se dirige a Dylan numa miniatura incisiva. Sua franqueza impede que admiração e crítica se dissolvam em mito; o primeiro lado termina com um compositor avaliando outro.
Silver and Gold
O segundo lado começa testando o valor material. Uma superfície luminosa sustenta um argumento mais cético, tornando a riqueza atraente o bastante para ser questionada, não apenas denunciada.
Rockin' Round the World
A nova banda se estende num groove de viagem mais longo. A guitarra de Melton e os teclados de Kapner ampliam a rota, enquanto Metzner e Dewey mantêm sua pretensão global ancorada no movimento repetido.
The Love Machine
A segunda composição de Melton é a mais longa do álbum. O desejo vira mecanismo por meio de padrões repetidos e desenvolvimento prolongado da guitarra. A banda explora um sistema, em vez de narrar um relacionamento.
The Return of Sweet Lorraine
McDonald reabre um nome associado à estreia, mas escreve uma nova performance e perspectiva. O reconhecimento cria memória; a mudança de formação e arranjo torna o retorno audível como diferença.
Hand of Man
O final amplia a responsabilidade do amor privado e de figuras nomeadas para a ação humana. Seu desfecho conciso evita uma grande despedida, encerrando a fase de estúdio na Vanguard pela consequência, não pela nostalgia.
Pessoas e sistemas
Amor, maquinaria, figuras públicas e responsabilidade humana
Figuras nomeadas estruturam grande parte do álbum: Mara, Bobby e Lorraine exigem, cada qual, uma postura vocal diferente. O voo e a viagem pelo mundo imaginam liberdade em escalas pessoal e geográfica. Hang On e Hand of Man transformam sobrevivência e responsabilidade em linguagem física. Silver and Gold e The Love Machine examinam sistemas de valor, não apenas romance.
The Baby Song acrescenta cuidado e dependência a um disco voltado para fora nos demais momentos. O retorno é musical antes de ser narrativo, pois Sweet Lorraine entra num novo mundo de formação e produção. O título reduz o nome completo da banda a iniciais, combinando com um disco que reafirma a identidade de maneira compacta. Não há trama contínua; a coerência vem de pessoas negociando sistemas.
Vanguard VSD 6555
A última capa de David Byrd para a era original na Vanguard
A Vanguard lançou C.J. Fish como VSD 6555, com onze faixas.
David Edward Byrd criou a arte da capa, Jules Halfant dirigiu o projeto gráfico e Jules Kliot fez a fotografia traseira. O título abreviado dá ao grupo uma identidade gráfica separada de sua reputação política mais extensa. A divisão de seis e cinco faixas deixa a longa Love Machine no centro do segundo lado. Edições digitais posteriores preservam o limite original de onze canções.
Maio de 1970
Maio de 1970 e o fim de uma fase no selo
O álbum saiu em maio de 1970 como o quinto LP de estúdio do grupo. Chegou ao número 111 da parada de álbuns da Billboard, abaixo do auge comercial de Together, mas ainda dentro da parada nacional. As resenhas frequentemente enfatizam a mudança de integrantes e a produção mais clara de Wilson.
A aproximação do pop-rock mainstream é real, embora as longas faixas do segundo lado impeçam uma classificação comercial simples. A recepção do álbum foi ofuscada pela visibilidade de McDonald em Woodstock e por seu crescente catálogo solo. Seu caráter de último disco pela Vanguard ficou mais claro retrospectivamente, quando não surgiu uma continuação imediata da banda.
O quinto álbum
Uma formação posterior com identidade própria de estúdio
C.J. Fish preserva a única declaração completa de estúdio da formação rítmica e de teclados Kapner-Metzner-Dewey.
A produção de Wilson o distingue dos quatro antecessores produzidos por Charters. Love Machine, de Melton, confirma seu papel contínuo como compositor substancial. Hey Bobby e Sweet Lorraine tornam o diálogo com a história musical interno ao álbum. O primeiro lado conciso e o segundo expansivo revelam mais arquitetura do que sugere sua reputação de disco de transição.
Sua linguagem ambiental e de responsabilidade humana aponta para além de meros detalhes de época da contracultura. Reunion, em 1977, restaurou integrantes anteriores, fazendo desta formação um capítulo delimitado, não o Fish permanente. O álbum funciona melhor como um novo começo final: uma banda transformada, não uma recriação fracassada.
Programa original
Onze originais antes do contexto posterior do catálogo
O álbum original contém onze faixas. A troca de lado ocorre depois de Hey Bobby. McDonald escreveu nove faixas, e Melton, duas. The Love Machine é a faixa original mais longa.
Cohen, Barthol e Hirsh não fazem parte da formação deste álbum. Tom Wilson é o produtor, não Samuel Charters. The Return of Sweet Lorraine é uma canção nova, não um remix da faixa de estreia. Integrantes de reuniões posteriores não devem ser projetados para trás.
Um percurso de escuta
Ouça primeiro a nova seção rítmica
- Use a abertura para identificar a nova seção rítmica e a voz dos teclados.
- Ouça She's a Bird, Mara e The Baby Song como três formas íntimas distintas.
- Deixe Hey Bobby encerrar o primeiro lado original.
- Acompanhe o valor até a viagem por Silver and Gold e Rockin' Round the World.
- Dê a The Love Machine todo o seu papel estendido.
- Compare o retorno de Lorraine com a memória, não como áudio duplicado.
- Termine com a responsabilidade coletiva de Hand of Man.
Trilha de pesquisa
Fontes e leituras adicionais
- Ensaio histórico e reedição de C.J. Fish — Ace Records / Vanguard
- Álbum, créditos das faixas e resenha — AllMusic
- Programa atual de onze faixas — Apple Music
- Grupo institucional do lançamento — MusicBrainz
- Discografia de Country Joe McDonald — CountryJoe.com
- Programa digital atual da Vanguard — Spotify