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Guia de álbum clássico

These Things Too

Pearls Before Swine · 1969 · Rock psicodélico / Folk

Lançado pela Reprise em setembro de 1969, These Things Too é o terceiro álbum de catorze faixas do Pearls Before Swine, gravado no Impact Sound enquanto Tom Rapp passava do grupo original para um conjunto de estúdio flexível.

Lançado em setembro de 1969Terceiro álbum, com catorze faixasReprise RS 6364
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O disco

Visão geral

Artista
Pearls Before Swine
Lançamento
Setembro de 1969
Álbum
Terceiro álbum de estúdio
Faixas originais
Catorze
Gravadora
Reprise RS 6364
Produtores
Richard Alderson e Jim Fairs

Por que importa

O nome se torna a oficina de estúdio aberta de Rapp

These Things Too é o ponto em que o Pearls Before Swine deixa de ser uma banda estável de quatro integrantes e se torna uma estrutura de gravação autoral ao redor de Tom Rapp. Wayne Harley é o único outro fundador creditado, enquanto Elisabeth Rapp e Jim Fairs assumem funções vocais e instrumentais recorrentes. O baixista Bill Salter, o baterista Grady Tate e o violinista elétrico Richard Greene acrescentam partes especializadas sem serem apresentados incorretamente como uma nova formação permanente. A mudança da ESP-Disk para a Reprise oferece uma paleta de arranjos mais ampla, mas Rapp preserva as formas curtas, os empréstimos literários e o humor inquietante dos discos anteriores.

As catorze faixas incluem uma nota de rodapé ligada a Auden, um cover de Bob Dylan, duas colaborações de Rapp e Elisabeth e dez composições somente de Rapp. Green and Blue, com vinte e um segundos, e os dois arranjos de Frog in the Window fazem da escala e da repetição parte do projeto do álbum. O lado um avança em direção à cidade; o lado dois passa pelo afeto condicional, pelo romance francês, pela infância e pela acumulação final da faixa-título. Seu valor está na transição tornada audível: o conjunto muda, a produção fica mais cheia e a escrita continua recusando transformar-se em folk-rock comum de grande gravadora.

Nova York, 1969

Da independência da ESP-Disk a uma sala de grande gravadora

One Nation Underground e Balaklava haviam sido feitos para a ESP-Disk por Rapp com Harley, Lederer e tecladistas e convidados variáveis. O grupo original existia principalmente no estúdio, não como banda que fazia turnês regularmente. Em 1969, Lederer e Roger Crissinger haviam saído; Harley permaneceu para o terceiro álbum. Rapp e Elisabeth haviam se casado, e a voz e a coautoria dela passaram a integrar a nova identidade de gravação.

O Pearls Before Swine foi para a Reprise, conquistando um lançamento por grande gravadora enquanto continuava trabalhando no Impact Sound, em Nova York. Richard Alderson voltou como produtor e engenheiro; Jim Fairs coproduziu, fez arranjos, cantou e tocou guitarra e celesta. Bill Eaton e o grupo dividiram os créditos de arranjo, enquanto músicos de sessão adicionais forneceram baixo, bateria e violino elétrico. A Reprise lançou RS 6364 em setembro de 1969, seguido por The Use of Ashes em 1970.

Pearls em transformação

Um fundador remanescente, um novo coprodutor e vozes de sessão selecionadas

Tom RappVocais principais, guitarra e principal compositor
Wayne HarleyBanjo e vocais de harmonia
Elisabeth RappVocais e coautoria em Green and Blue e Mon Amour
Jim FairsGuitarra, celesta, vocais de harmonia, coprodução e arranjos
Bill SalterBaixo
Grady TateBateria
Richard GreeneViolino elétrico
Richard Alderson, Danford Griffiths e Steve FriedmanProdução e gravação, engenharia adicional e mixagem

Rapp continua sendo o centro, mas as catorze formas curtas do álbum exigem que ele mude de perspectiva vocal com mais frequência que na extensa colagem antiguerra de Balaklava. O banjo e as harmonias de Harley fornecem a ligação remanescente com a formação de estreia sem sugerir que o quarteto original continuava intacto. Elisabeth é intérprete e coautora, especialmente importante na miniatura Green and Blue e em Mon Amour, em francês. Fairs combina autoridade criativa e técnica: guitarra e celesta integram arranjos que ele também ajudou a produzir.

O baixo de Salter e a bateria de Tate dão a peças selecionadas uma base profissional de estúdio, sem formar uma nova seção rítmica nomeada. O violino elétrico de Greene acrescenta linhas sustentadas e uma aresta diferente das cores de teclado antigo e banjo ao redor. O retorno de Alderson liga o som da Reprise às sessões da ESP, enquanto Griffiths e Friedman pertencem às etapas de gravação e mixagem, não à banda. O crédito de arranjo é dividido entre Eaton, Fairs e Pearls Before Swine, portanto nenhum arranjador deve receber sozinho todos os detalhes orquestrais.

Folk camerístico onírico

Celesta, violino elétrico e arranjo camerístico ao redor de canções breves

Footnote abre como breve limiar literário antes que Sail Away transforme a fuga num convite mais cheio do conjunto. Look Into Her Eyes desacelera a sequência numa longa observação romântica; I Shall Be Released coloca a conhecida canção de Dylan dentro da interpretação frágil de Rapp. Frog in the Window (Reprise) aparece antes da versão principal, fazendo a lembrança anteceder sua aparente origem. I'm Going to the City acrescenta movimento urbano, enquanto Man in the Tree encerra o lado um em observação suspensa.

If You Don't Want To abre o lado dois com inflexão country descontraída e distância condicional. Green and Blue dura apenas vinte e um segundos antes que Mon Amour estenda a colaboração Rapp-Elisabeth numa pequena cena em francês. Wizard of Is e a versão completa de Frog in the Window restauram os jogos de palavras excêntricos e o arranjo teatral. When I Was a Child aprofunda o clima retrospectivo antes que a faixa-título reúna fuga, memória e aceitação no encerramento.

Guia de faixas

Catorze peças, com a reprise chegando antes do sapo

01

Footnote

Rapp começa com um fragmento que traz um crédito a W. H. Auden, declarando o álbum suplementar antes que qualquer argumento principal apareça. Sua brevidade faz da referência literária um limiar, não uma exibição de erudição.

02

Sail Away

A fuga se torna física pelo movimento propulsivo do conjunto e pelo convite de Rapp. A canção não especifica um destino seguro; partir importa mais que possuir outra margem.

03

Look Into Her Eyes

A faixa inicial mais longa desacelera a fuga em atenção sustentada. Guitarra, celesta e cores arranjadas impedem que o olhar se torne certeza, permitindo que intimidade e distância coexistam no mesmo olhar.

04

I Shall Be Released

Rapp coloca a canção de Dylan num programa já preocupado com a fuga. Sua interpretação vulnerável transforma a libertação de hino público em esperança privada, enquanto o arranjo mais cheio da Reprise evita a simples imitação.

05

Frog in the Window (Reprise)

A reprise chega antes da versão principal, invertendo deliberadamente a sequência habitual. Sua apresentação alterada e mais suspensa faz o ouvinte lembrar uma música que ainda não ouviu.

06

I'm Going to the City

Rapp passa da libertação abstrata para uma direção nomeada. Ritmo e movimento melódico conciso fazem da cidade um destino, mas a canção não promete que a chegada resolverá aquilo que motivou a partida.

07

Man in the Tree

O primeiro lado termina acima do chão, observando uma figura cuja separação pode ser refúgio, isolamento ou ponto de vista. O banjo e as sombras camerísticas mantêm humana a imagem, em vez de transformá-la num grande símbolo.

08

If You Don't Want To (I Don't Mind)

Uma superfície descontraída de country-rock carrega autoproteção emocional. A resposta entre parênteses soa casual, mas a repetição torna a indiferença menos convincente a cada retorno.

09

Green and Blue

Rapp e Elisabeth comprimem duas cores e duas vozes em vinte e um segundos. A miniatura funciona como dobradiça, não como canção incompleta, abrindo espaço entre o afastamento condicional e Mon Amour.

10

Mon Amour

A peça em francês escrita em parceria torna o romance íntimo e estilizado. A presença de Elisabeth transforma o disco: em vez de Rapp descrever uma relação, dois autores a moldam juntos.

11

Wizard of Is

Rapp brinca com o verbo ser por meio da piada gramatical do título. Celesta, violino elétrico e cores do conjunto dão à filosofia uma superfície de conto de fadas sem resolver o mago numa única figura alegórica.

12

Frog in the Window

A versão principal de Frog chega depois de sua reprise e trata a estranha imagem doméstica com movimento mais extrovertido. A sequência transforma novidade em reconhecimento: o ouvinte já conhece sua memória distorcida.

13

When I Was a Child

Rapp passa da criatura surrealista ao tempo autobiográfico. A duração maior permite que a infância se acumule como distância e perda, em vez de se tornar uma memória pastoral descomplicada.

14

These Things Too

A faixa-título encerra aceitando que fuga, amor, absurdo e memória pertencem todos à mesma prestação de contas. A expressão acrescenta, não resolve, deixando juntos os objetos díspares do álbum sem impor um único conceito.

Partir e lembrar

Libertação, partida, romance, infância e coisas que persistem

O álbum é organizado menos por enredo que por tentativas repetidas de partir, olhar para trás e incluir o que não pode ser evitado. Footnote faz o disco inteiro parecer acrescentado a um texto histórico maior. Sail Away, I Shall Be Released e I'm Going to the City abordam a libertação em três escalas diferentes: convite, canção herdada e movimento concreto. Look Into Her Eyes, aceitação condicional e Mon Amour testam se a relação pode oferecer outra forma de libertação.

O par de sapos embaralha o tempo ao apresentar uma reprise antes do acontecimento mais completo. Green and Blue demonstra que um fragmento pode carregar uma relação autoral sem ser ampliado artificialmente. When I Was a Child transforma a memória no penúltimo peso, não num refúgio nostálgico. These Things Too encerra de modo inclusivo: coisas perturbadoras, cômicas, românticas e lembradas continuam sendo parte do eu e do disco.

Reprise 6364

O Cristo de Bellini sob a direção de arte de Ed Thrasher

O LP americano original da Reprise traz o número de catálogo RS 6364. A frente usa um detalhe de uma pintura de Cristo por Giovanni Bellini. Sua imagem devocional histórica cria um campo visual mais sereno que o painel do inferno de Bosch e a cena de batalha de Bruegel usados nos álbuns da ESP.

Ed Thrasher recebeu o crédito de direção de arte. Sete faixas ocupam cada lado, com Man in the Tree e These Things Too como respectivos encerramentos. O álbum é dedicado a Elisabeth, alinhando o projeto gráfico à sua nova presença vocal e autoral.

A mudança para uma grande gravadora

Uma estreia pela Reprise anunciada além do underground

A Reprise lançou These Things Too em setembro de 1969. Publicações do setor listaram e promoveram RS 6364 como novo álbum de grande gravadora naquele outono. Ele não entrou na Billboard 200, portanto a presença publicitária não deve ser convertida num pico fictício nas paradas.

O contexto de grande gravadora ampliou os recursos de arranjo, mas não produziu um single de sucesso convencional. Resenhas contemporâneas e posteriores frequentemente o colocaram abaixo de Balaklava e The Use of Ashes, apontando irregularidade nas catorze faixas. Seus defensores valorizam justamente as colisões entre folk camerístico, leveza country, fragmentos literários, romance e comédia surrealista.

O terceiro disco

Uma transição imperfeita, mas reveladora

These Things Too documenta o momento exato em que o nome Pearls Before Swine se torna portátil entre integrantes em mudança. Essa flexibilidade tornou possíveis as sessões de Nashville mais cuidadosamente orquestradas de The Use of Ashes. I Shall Be Released coloca Rapp em diálogo com Dylan, preservando a diferença entre suas vozes. O par invertido de Frog continua sendo um dos exemplos mais claros do catálogo de sequência usada como montagem surrealista.

Os dois créditos de coautoria de Elisabeth iniciam uma colaboração que seria importante durante toda a fase Reprise. Grady Tate, Bill Salter e Richard Greene demonstram como músicos de sessão podiam acrescentar precisão sem apagar o centro idiossincrático de Rapp. A posição crítica inferior do álbum não deve ser escondida, mas uma classificação herdada não pode substituir a atenção à sua construção incomum em catorze partes. Seu legado é a transição sem ruptura limpa: o antigo banjo, a produção de Alderson e a voz de Rapp encontram nova gravadora, nova parceira e conjunto aberto.

Programa original

Preserve a sequência de sete/sete e as duas versões de Frog

LP original da Reprise de 1969RS 6364: catorze faixas, sete por lado, com a reprise de Frog in the Window aparecendo intencionalmente primeiro.
Box Jewels Were the StarsReúne os quatro álbuns da Reprise, preservando These Things Too como uma obra própria de catorze faixas.
Reedições pareadas com The Use of AshesÚteis para acompanhar a transição de gravadora, mas o álbum de Nashville de 1970 começa somente depois do fim de These Things Too.

O álbum original contém catorze faixas. Sete faixas ocupam cada lado. Man in the Tree encerra o lado um. These Things Too é o final original.

Frog in the Window (Reprise) aparece deliberadamente primeiro. I Shall Be Released é a única composição externa completa. Green and Blue dura vinte e um segundos. The Use of Ashes é um álbum separado.

Um percurso de escuta

De uma Footnote à prestação de contas da faixa-título

  1. Trate Footnote como uma abertura em miniatura deliberada.
  2. Acompanhe três formas de fuga pelo lado um.
  3. Lembre-se da reprise de Frog antes de ouvir sua origem.
  4. Termine o primeiro lado com o observador elevado.
  5. Ouça a distância country casual ceder lugar a duas colaborações com Elisabeth.
  6. Deixe Wizard e Frog restaurarem o humor estranho do álbum.
  7. Passe pela infância rumo à inclusão aberta da faixa-título.

Trilha de pesquisa

Fontes e leituras adicionais

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