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Guia de álbum clássico

Da Capo

Love · 1967 · Rock psicodélico / Folk rock

Lançado pela primeira vez nos Estados Unidos em novembro de 1966, Da Capo é o segundo álbum do Love, com sete faixas, unindo seis canções curtas de variedade incomum a Revelation, uma performance de um lado inteiro enraizada no repertório de clubes da banda.

Lançamento estéreo nos EUA em novembro de 1966Segundo álbum, com sete faixasProduzido por Paul A. Rothchild
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The record

At a glance

Artista
Love
Primeiro lançamento
Novembro de 1966, estéreo nos EUA
Álbum
Segundo álbum de estúdio
Faixas originais
Sete
Label
Elektra
Produção
Paul A. Rothchild; engenharia de Dave Hassinger e Bruce Botnick

Por que importa

Duas filosofias de criação de álbuns dividem um disco

Da Capo importa porque os lados de seu LP original propõem respostas opostas ao que o Love poderia se tornar. O lado um comprime seis arranjos distintos em cerca de dezoito minutos; Revelation dedica aproximadamente dezenove minutos a uma performance do conjunto.

O álbum apresenta o baterista Michael Stuart e o instrumentista de sopros Tjay Cantrelli, enquanto transfere Alban Pfisterer da bateria para os teclados. Essa paleta de sete pessoas transforma cravo, órgão, flauta e saxofone em cores estruturais.

Seven & Seven Is preserva a formação da estreia e antecede as sessões principais do álbum. Sua velocidade comprimida e explosão construída em estúdio fizeram dela o single do Love de melhor posição nos Estados Unidos e a aresta mais dura da sequência.

Arthur Lee escreve cinco canções do lado um; Bryan MacLean divide a autoria de Orange Skies. Revelation é creditada coletivamente a Lee, MacLean, Johnny Echols e Ken Forssi, refletindo seu desenvolvimento a partir da performance em grupo.

Forever Changes resolveria muitas ambições de formato curto por meio de disciplina acústica e orquestral. Da Capo continua essencial porque captura a fase exploratória anterior a essa resolução, incluindo o experimento que muitos ouvintes ainda rejeitam.

Hollywood, 1966

O Love passa de cinco a sete integrantes

A estreia autointitulada do Love apareceu no início de 1966 e estabeleceu a mistura da banda de Los Angeles de folk rock, ataque garage e adaptação de R&B.

Seven & Seven Is foi gravada separadamente em junho, ainda com Alban Pfisterer na bateria, supervisão de Jac Holzman e engenharia de Bruce Botnick. Chegou ao número 33 da Billboard Hot 100.

Para o álbum principal, Michael Stuart tornou-se baterista, Pfisterer passou ao órgão e ao cravo, e Tjay Cantrelli acrescentou saxofone e flauta.

Paul A. Rothchild produziu as sessões do álbum, com Dave Hassinger fazendo a engenharia do trabalho principal no RCA Victor Studio B e Botnick envolvido na finalização e na história da mixagem do disco.

O primeiro lado usa a formação ampliada para dar a cada canção uma identidade instrumental diferente. Revelation se desenvolveu a partir da peça mais longa que a banda tocava no período do clube Bido Lito’s.

O MusicBrainz documenta o LP estéreo original dos EUA em novembro de 1966 e uma edição mono inicial em 1967. A URL estabelecida da RetroForge preserva 1967, mas o guia declara explicitamente o lançamento americano anterior.

Love com sete integrantes

Guitarras, cravo, flauta, saxofone e dois percussionistas

Arthur LeeVocais principais, guitarra, gaita, composição principal e contribuição à produção
Bryan MacLeanGuitarra, vocais e coautoria em Orange Skies
Johnny EcholsGuitarra solo e coautoria de Revelation
Ken ForssiBaixo e coautoria de Revelation
Michael StuartBateria e percussão nas sessões principais do álbum
Alban PfistererÓrgão, cravo e bateria em Seven & Seven Is
Tjay CantrelliFlauta, saxofone e percussão
Paul A. Rothchild, Dave Hassinger e Bruce BotnickProdução, engenharia e trabalho de mixagem

Lee usa a banda ampliada como oficina de arranjos. Suas canções do lado um não compartilham um único andamento nem um único instrumento principal.

O instinto melódico de MacLean é mais claro em Orange Skies, onde uma escala vocal mais leve e a cor guiada por flauta interrompem a abertura mais incisiva de Lee. Echols passa da pontuação elétrica concisa aos solos prolongados de Revelation, demonstrando a distância entre os dois métodos de construção do LP. O baixo de Forssi é incomumente audível e melódico, sobretudo quando cravo ou flauta deixam o registro grave aberto.

A experiência de Stuart com percussão sustenta toques latinos e o longo pulso do segundo lado, enquanto a transferência de Pfisterer aos teclados muda a superfície harmônica. Cantrelli não é ornamental: a flauta define Orange Skies e She Comes in Colors, enquanto o saxofone se torna uma voz principal em Revelation.

Composição contra jam

Detalhe barroco de um lado, performance aberta do outro

O lado um trata o timbre como decisão composicional. Cravo, órgão, flauta, guitarra elétrica e efeitos de estúdio apresentam novos espaços a cada poucos minutos.

Stephanie Knows Who combina ataque barroco de teclado com guitarra pesada e acentos irregulares, fazendo a expansão soar confrontadora, não refinada. Seven & Seven Is alcança violência por tomadas repetidas, velocidade comprimida do conjunto e uma explosão final seguida por breve alívio bluesy.

Revelation preserva uma estrutura repetida de blues enquanto vozes, gaita, guitarra e saxofone assumem longos turnos. A duração expõe a interação do grupo, mas também a repetição.

Hassinger e Rothchild dão ao lado um uma separação notável para uma formação densa de sete integrantes. A faixa longa aceita deliberadamente um contínuo de performance mais áspero.

A divisão do álbum não deve ser suavizada numa única síntese estilística. Seu sentido está em parte na emenda entre miniaturas autorais e prática de clube sem final definido.

Guia de faixas

Seis miniaturas e Revelation

01

Stephanie Knows Who

O cravo apresenta uma composição dura e angular de Lee cujos acentos mutáveis resistem ao fluxo fácil do pop. Guitarra elétrica, baixo, percussão e o saxofone de Cantrelli continuam mudando o centro instrumental sob um vocal urgente. A Stephanie nominal é menos importante que a interpelação instável construída ao redor dela. Como abertura, a canção anuncia que a formação ampliada do Love não acrescentará apenas suavidade. Timbre barroco e pressão garage colidem em dois minutos e meio, criando um manifesto compacto para o lado um.

02

Orange Skies

A canção coescrita por MacLean e Lee muda imediatamente a luz. Flauta, percussão suave e a liderança melódica de MacLean criam uma miniatura pop flutuante de matiz latino após as arestas duras da abertura. Suas imagens de cor são sensuais, não parte de um enredo maior, e o arranjo confia no espaço em vez de preencher todos os registros. A posição estabelece o princípio de diferença do lado um: a banda de sete integrantes é valiosa porque pode se tornar outro conjunto a cada faixa, não porque todos os instrumentos precisem aparecer constantemente.

03

¡Que Vida!

Órgão, ritmo recortado e detalhe percussivo sustentam a meditação fragmentada de Lee sobre vida, tempo, dinheiro e viagem. Pequenos sons de estúdio pontuam o groove sem transformar a canção em novidade. O título em espanhol sugere celebração, mas a interpretação de Lee continua ambígua o bastante para manter prazer e ceticismo juntos. Depois de Orange Skies, a faixa preserva a cor latina ao passar da atmosfera romântica à fala interior cautelosa. Sua figura repetida de órgão dá às perguntas uma base circular que nunca oferece resposta final.

04

Seven & Seven Is

O sucesso anterior ao álbum irrompe do centro do lado um com Pfisterer na bateria e a formação original de cinco integrantes. Baixo rápido, guitarra e bateria rigidamente controlada impulsionam as imagens comprimidas de Lee até que a famosa explosão abra a faixa; um breve desfecho blues chega como recuperação atordoada. O single chegou ao número 33 nos Estados Unidos. Sua força vem tanto da construção quanto da velocidade: muitas tomadas produziram uma performance exata cuja aparente perda de controle é cuidadosamente cronometrada.

05

The Castle

O cravo e o baixo móvel de Forssi conduzem uma canção de cômodos mutáveis, distância e percepção. A melodia de Lee passa por seções que parecem ligadas mais pela cor instrumental que pela repetição convencional de refrão. A guitarra de Echols acrescenta arestas mais agudas sem dominar a superfície barroca. O título inevitavelmente recorda a casa de Los Angeles associada à banda, mas a canção não deve ser reduzida a uma planta documental. Seu castelo é uma estrutura emocional cujos corredores continuam instáveis, de acordo com o fascínio do álbum por espaços mutáveis de arranjo.

06

She Comes in Colors

Flauta e cravo emolduram uma das canções melódicas mais concisas de Lee. A figura central é percebida por cor e movimento, enquanto a banda evita o ataque mais duro de Stephanie Knows Who. A flauta de Cantrelli atua como parceira melódica, e o teclado de Pfisterer fornece arquitetura nítida sob o vocal. Encerrando o lado um, a faixa completa seis canções com seis equilíbrios distintos. Seu polimento também acentua a virada seguinte: em vez de outra miniatura cuidadosamente orquestrada, o disco recomeça com um lado inteiro dedicado a uma estrutura repetida.

07

Revelation

O final de mais de dezoito minutos nasce de uma peça de clube baseada em blues e é creditado a Lee, MacLean, Echols e Forssi. Gaita, vocais, guitarra, baixo, bateria e o saxofone de Cantrelli assumem longos papéis em primeiro plano sobre uma base persistente. A performance documenta o Love se estendendo, mas duração não produz automaticamente a densidade composicional do lado um. Repetição, humor, solos e mudanças de intensidade são o tema. Como segundo lado completo, continua sendo a disputa central do álbum: registro valioso da prática de conjunto e recusa deliberada da edição concisa.

Sem enredo contínuo

Variedade sem narrativa unificadora

Da Capo não tem narrativa contínua. O lado um circula entre figuras nomeadas, cor, vida, memória e espaço fechado por meio de locutores separados.

O título significa desde o início, uma instrução musical adequada para um álbum cujo segundo lado reinicia seu método em vez de continuar o primeiro. Cor e arquitetura organizam a percepção em Orange Skies, The Castle e She Comes in Colors sem formar um cenário compartilhado literal. Seven & Seven Is transforma memória e instabilidade em força comprimida; Revelation transforma interação do grupo em tempo presente prolongado. O tema mais profundo do álbum é a escolha formal: quanto se pode dizer pelo arranjo em três minutos, e o que surge quando a duração substitui a compressão?

Elektra EKS-74005

Uma imagem formal de grupo para uma banda ampliada

William S. Harvey projetou e fotografou a frente formal, dando à formação ampliada do Love uma apresentação de grupo controlada.

Guy Webster fez os retratos da contracapa, separando os integrantes dentro de um formato limpo de estúdio. A ordem visual contrasta com a amplitude estilística da música e não oferece pista de que uma faixa consome metade do LP. Os números de catálogo originais estéreo e mono diferem, tornando as informações de selo e matriz mais confiáveis para identificar edições do que apenas o retrato compartilhado.

Edições de novembro de 1966 / 1967

O álbum americano do fim de 1966 frequentemente catalogado como 1967

A Elektra lançou o álbum estéreo americano original de sete faixas em novembro de 1966; edições mono e outras iniciais apareceram em 1967. O álbum chegou ao número 80 nos Estados Unidos, enquanto Seven & Seven Is já havia se tornado o single número 33 do Love. Seu primeiro lado recebeu admiração pelo rápido desenvolvimento estilístico além da estreia; Revelation dividiu os ouvintes porque ocupa tanto espaço quanto as seis canções anteriores.

Chamar o disco inteiro de 1967 sem qualificação encobre a edição estéreo americana documentada, enquanto chamar toda edição de 1966 ignora a história de catálogo do início de 1967. A classificação correta é segundo álbum de estúdio com sete faixas, não seis canções mais um bônus ao vivo não listado; Revelation fazia parte do LP de estúdio original.

Um clássico dividido

Um primeiro lado famoso e um segundo permanentemente contestado

Da Capo tornou-se um relato fundamental da psicodelia de Los Angeles antes que o estilo tivesse um vocabulário estável. Seven & Seven Is influenciou leituras posteriores de garage e punk do Love, enquanto Orange Skies e She Comes in Colors sustentaram a reputação de pop barroco do grupo. A formação de sete integrantes durou pouco, fazendo do álbum o principal documento de estúdio de Pfisterer nos teclados, Stuart na bateria e Cantrelli nos sopros juntos.

A reputação de Revelation continua contestada, não resolvida. Sua importância histórica como forma de rock de um lado inteiro pode ser reconhecida sem declarar todas as passagens igualmente bem-sucedidas.

Forever Changes logo redirecionou o Love para o controle acústico e orquestral, tornando a arquitetura dividida de Da Capo um experimento único, não um modelo.

Álbum e acréscimos

Sete faixas originais e o apêndice de 2002

O programa de sete faixas da Elektra de novembro de 1966, com Revelation ocupando o lado dois.
Uma apresentação de catálogo distinta de 1967 das mesmas sete composições.
Álbum original mais mixagens de singles, material alternativo e acréscimos da época das sessões claramente posicionados depois de Revelation.

Reproduza o lado um sem interrupção e depois pause antes de Revelation; a divisão física do LP faz parte do projeto. Não use uma compilação que omita Revelation para julgar Da Capo como álbum, mesmo que as seis primeiras canções sejam os destaques habituais. Identifique Seven & Seven Is como a gravação anterior do quinteto, em vez de supor que Stuart, Cantrelli e o tecladista Pfisterer toquem todos nela.

Mantenha singles bônus e versões alternativas depois do ponto final original; eles não devem diluir o segundo lado deliberadamente composto por uma faixa. Uma boa transferência preserva o ataque do cravo, o ar da flauta, o baixo de Forssi e a perspectiva espacial mutável de Revelation sem redução excessiva de ruído.

Um percurso de escuta

Trate os dois lados como opostos deliberados

  1. Compare Stephanie Knows Who e Orange Skies como usos opostos da formação ampliada.
  2. Acompanhe a cor dos teclados de ¡Que Vida! por The Castle e She Comes in Colors.
  3. Ouça Seven & Seven Is uma vez pela bateria de Pfisterer e outra pelo final construído em estúdio.
  4. Em Revelation, acompanhe cada instrumento em destaque e a base inalterada sob ele.
  5. Volte às seis faixas curtas depois da jam para entender quanta informação de arranjo elas comprimem.

Trilha de pesquisa

Fontes e leituras adicionais

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