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Guia de álbum clássico

Beautiful Lies You Could Live In

Pearls Before Swine · 1971 · Rock psicodélico / Folk

Lançado pela Reprise em novembro de 1971, Beautiful Lies You Could Live In é o sexto álbum do Pearls Before Swine, com onze faixas, creditado a Tom Rapp / Pearls Before Swine e produzido entre os estúdios A&R, Aura Sound e Bearsville.

Lançado em novembro de 1971Sexto álbum, com onze faixasReprise RS 6467
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O disco

Visão geral

Artista
Tom Rapp / Pearls Before Swine
Lançamento
Novembro de 1971
Álbum
Sexto álbum de estúdio
Faixas originais
Onze
Gravadora
Reprise RS 6467
Produtor
Peter H. Edmiston

Por que importa

Um coletivo de estúdio e uma banda de turnê se sobrepõem sem se tornar idênticos

Beautiful Lies You Could Live In documenta um paradoxo: os discos haviam se tornado cada vez mais centrados em Rapp justamente quando Pearls Before Swine finalmente começou a se apresentar ao vivo. O crédito formal Tom Rapp / Pearls Before Swine reconhece tanto o autor principal quanto a identidade contínua do grupo. Os músicos de turnê Jon Tooker, Gordon Hayes e Michael Krawitz contribuem para o álbum de estúdio, mas o dividem com um elenco maior, em vez de tocar todas as partes. Bob Dorough, Amos Garrett, Stu Scharf, Grady Tate, Billy Mundi, Herb Lovelle e vários baixistas e tecladistas formam combinações diferentes em três estúdios.

Nove composições de Rapp se juntam a Bird on a Wire, de Leonard Cohen, e Epitaph, a musicalização de um poema de A. E. Housman feita por Elisabeth.

Os lados originais são deliberadamente desiguais: cinco faixas terminam em Everybody's Got Pain, enquanto seis vão da canção de Cohen ao breve encerramento de Elisabeth. Em comparação com The Use of Ashes, a música é menos unificada por um único local de sessão e mais explícita quanto ao folk-rock elétrico e à possibilidade de uma banda de turnê. Sua importância está na identidade sob pressão: o nome de Rapp, o nome Pearls, casamento, banda, técnica de estúdio e voz solo permanecem presentes sem ser fundidos.

Nova York e Woodstock, 1971

Pearls finalmente sobe ao palco enquanto o nome de Rapp avança

The Use of Ashes havia concentrado dez canções de Rapp numa sessão de três dias em Nashville com Elisabeth e músicos de estúdio selecionados.

City of Gold veio no início de 1971, recorrendo em parte a mais material de Nashville e acrescentando o crédito Thos. Rapp / Pearls Before Swine.

Durante 1971, Pearls Before Swine iniciou suas primeiras apresentações com Rapp, o guitarrista Jon Tooker, o baixista Gordon Hayes e o pianista Michael Krawitz. Esses parceiros de turnê aparecem em Beautiful Lies, mas a gravação não é um simples documento da banda ao vivo. As sessões se distribuíram entre A&R Studios e Aura Sound, em Nova York, e Bearsville Studios, em Woodstock.

Peter H. Edmiston voltou a produzir, com Mark Harman e Jim Rooney nos créditos de gravação e engenharia.

A Reprise lançou RS 6467 em novembro de 1971 sob o nome Tom Rapp / Pearls Before Swine. Foi o último álbum recém-gravado de Rapp para a Reprise; Familiar Songs foi montado e lançado depois, sem servir como continuação planejada.

Um elenco de estúdio aberto

Parceiros de turnê, colaboradores recorrentes e músicos de estúdio de Nova York

Tom RappVocais principais, guitarra e nove composições
Elisabeth RappVocais e a musicalização final de Housman, Epitaph
Jon Tooker, Gordon Hayes e Michael KrawitzGuitarra, baixo e piano; integrantes do grupo de turnê de 1971
Morrie E. Brown e Gerald JemmottBaixo adicional
Steve Alan Grable, Bob Dorough e Robby MerkinPiano, órgão e teclados
Stu Scharf e Amos GarrettGuitarras elétricas
Billy Mundi, Grady Tate e Herb LovelleBateria
Peter H. Edmiston, Mark Harman e Jim RooneyEquipe de produção, gravação e engenharia

As nove originais de Rapp fazem dele o centro composicional, mas os músicos rotativos impedem o álbum de se acomodar num único som de acompanhamento de cantautor. Elisabeth fornece tanto relação vocal recorrente quanto a performance autoral final, mudando o encerramento da voz de Rapp para a dela. Tooker, Hayes e Krawitz ligam o trabalho de estúdio à nova existência ao vivo do grupo sem receber falsamente todas as partes de guitarra, baixo e teclado. Dorough e Merkin acrescentam cores de piano e órgão associadas à técnica de canção arranjada, não ao ornamento psicodélico.

Scharf e Garrett permitem que a guitarra elétrica aguce arranjos selecionados, enquanto a guitarra acústica de Rapp mantém o centro verbal. Os três bateristas são sinal de múltiplas sessões e escolhas específicas por faixa, não uma formação simultânea de percussão. Brown, Hayes e Jemmott também representam funções rotativas de baixo, cuja distribuição exata por faixa não deve ser adivinhada quando os créditos não a especificam. A produção de Edmiston une gravações de três salas num álbum, permitindo que diferenças no peso do conjunto continuem audíveis.

Folk-rock tardio da Reprise

Franqueza country-folk com guitarra elétrica, órgão e seções rítmicas rotativas

Snow Queen abre num registro invernal e narrativo, com detalhes elétricos e acústicos dando à beleza fria uma aresta cautelosa. A Life reduz uma existência inteira a menos de três minutos, favorecendo momentos selecionados em vez de completude cronológica. Butterflies e Simple Things parecem leves pelos títulos, mas os arranjos contidos mantêm fragilidade e perda perto da superfície. Everybody's Got Pain encerra o lado um transformando sofrimento privado em fato comum sem fingir que a comunhão o cura.

Bird on a Wire inicia o lado dois com a conhecida canção de Cohen, permitindo que a voz de Rapp se meça diante da liberdade e obrigação de outro compositor. Island Lady e Come to Me passam por distância e convite antes que Freedom amplie a escala política e pessoal. She's Gone contrai libertação em ausência, sem resolução celebratória. Epitaph termina com Elisabeth cantando as palavras de Housman num cenário breve e austero depois que Rapp deixa o centro vocal.

Guia de faixas

Onze canções, de Snow Queen a Epitaph

01

Snow Queen

Rapp começa com um título de conto de fadas, mas nega encantamento fácil. Frieza, autoridade e beleza ocupam a mesma figura, enquanto guitarras e teclados em camadas tornam seu mundo atraente o bastante para ser perigoso.

02

A Life

Menos de três minutos precisam representar uma vida inteira. A canção trabalha, portanto, por compressão e omissão: o que não é narrado se torna tão importante quanto os poucos momentos que Rapp permite à vista.

03

Butterflies

Transformação e delicadeza aparecem sem que o arranjo perca peso. O breve movimento melódico faz das criaturas sinais de mudança que não podem ser mantidos imóveis o bastante para servir a um símbolo fixo.

04

Simple Things

O título promete redução depois de rainha, vida e metamorfose. O vocal direto de Rapp sugere que simplicidade é prática de atenção, não prova de que o mundo emocional ao redor ficou descomplicado.

05

Everybody's Got Pain

O lado um termina generalizando o sofrimento, mas mantendo pessoal a performance. A condição compartilhada oferece reconhecimento, não consolo; saber que a dor é comum não a distribui igualmente nem a remove.

06

Bird on a Wire

Rapp abre o lado dois com a canção de Leonard Cohen sobre liberdade, fracasso e tentativa de reparo. Sua entrega frágil e o conjunto de estúdio fazem do cover um diálogo entre compositores, não uma reivindicação sobre a identidade da canção.

07

Island Lady

Uma pessoa e um lugar separado se fundem no título. O arranjo equilibra distância e interpelação concreta, permitindo que a ilha signifique refúgio, isolamento ou uma vida conhecida de outro lugar.

08

Come to Me

O convite direto segue a separação da ilha. Voz e banda permanecem medidas, por isso a proximidade é solicitada, não presumida; a simplicidade da canção expõe o risco dentro do imperativo.

09

Freedom

A canção de Rapp amplia o convite pessoal para uma palavra sobrecarregada pelo uso político e privado. Sua identidade anterior, Amsterdam, fica ao fundo da forma concisa lançada, na qual liberdade soa necessária, mas nunca autoexplicativa.

10

She's Gone

Depois de Freedom, a ausência chega como consequência, não como oposto da libertação. A performance de dois minutos recusa luto elaborado, deixando a declaração tão brusca e incompleta quanto a partida parece.

11

Epitaph

Elisabeth encerra com sua musicalização de Epitaph on an Army of Mercenaries, de A. E. Housman. A breve performance centrada na voz solo volta a palavra final para serviço, morte e memória pública, terminando fora da autoria e da voz principal de Rapp.

Vidas e mentiras

Belas histórias, dor comum e o custo de acreditar

O álbum testa quais histórias são belas o bastante para habitar e o que elas ocultam. Snow Queen oferece uma ficção sedutora cuja frieza é inseparável da beleza. A Life, Butterflies e Simple Things comprimem complexidade em imagens manejáveis sem afirmar que são completas. Everybody's Got Pain rompe qualquer conto de fadas privado ao insistir numa condição humana compartilhada.

Bird on a Wire introduz o equilíbrio de outro compositor entre liberdade e responsabilidade na virada. Ilha, convite e liberdade então traçam possíveis rotas de fuga, cada uma complicada pela relação. She's Gone mostra o custo humano que uma narrativa de libertação pode omitir. Epitaph volta a bela linguagem para a morte militar, deixando o ouvinte perguntar se a própria comemoração pode se tornar uma mentira habitável.

Reprise 6467

Ophelia, de Millais, flutua sob o título

O LP americano original da Reprise traz o número de catálogo RS 6467. Sua capa reproduz a pintura Ophelia, de 1851-52, de John Everett Millais. A figura flutuante une beleza, história e morte numa imagem, combinando de perto com a tensão do título sem ilustrar uma faixa específica.

A capa usa o crédito Tom Rapp / Pearls Before Swine, em vez de apresentar um grupo anônimo inalterado. Cinco faixas ocupam o lado um e seis, o lado dois, com Everybody's Got Pain e Epitaph como respectivos encerramentos. A pintura histórica continua o uso de Bosch, Bruegel, Bellini e das Tapeçarias do Unicórnio no catálogo, ao mesmo tempo criando um clima pré-rafaelita distinto.

O quarto LP da Reprise

A última declaração recém-gravada para a Reprise

A Reprise lançou Beautiful Lies You Could Live In em novembro de 1971. A Record World resenhou RS 6467 em dezembro, e a Cash Box veio na virada para 1972. O álbum não entrou na Billboard 200, portanto o crescente conjunto de textos retrospectivos favoráveis não deve ser confundido com sucesso contemporâneo nas paradas.

O lançamento coincidiu com a nova vida do Pearls Before Swine como grupo de turnê, embora o próprio disco use um elenco de estúdio mais amplo. Críticos frequentemente valorizaram as canções concisas e a consistência de Rapp, tratando o álbum como culminação tardia da Reprise. Sua recepção permanece ligada à ambiguidade do crédito: tanto álbum de Tom Rapp quanto álbum do Pearls Before Swine são descrições corretas, mas nenhuma é completa sozinha.

O sexto disco

Onde o nome Pearls e a identidade solo de Rapp se encontram

Beautiful Lies é o último capítulo recém-gravado da sequência de quatro álbuns da Reprise. Seu crédito Tom Rapp / Pearls Before Swine antecipa a autoria solo cada vez mais explícita do período Blue Thumb. A presença do grupo de turnê dá ao álbum uma ligação com a performance pública ausente no Pearls original, restrito ao estúdio. Bird on a Wire coloca a composição de Rapp ao lado da de Cohen sem fazer do cover uma tentativa de familiaridade comercial.

Epitaph dá a Elisabeth a composição e a voz finais, uma mudança de autoria excepcionalmente decisiva para o catálogo. Ophelia, de Millais, tornou-se uma das capas de arte clássica mais reconhecíveis da banda por concentrar beleza e fatalidade de modo tão direto. Familiar Songs deve permanecer separado: seu status de compilação posterior não autorizada não deve reduzir Beautiful Lies a uma coleção transitória de fontes. O legado do álbum é um final gracioso, porém inquieto, com identidades de grupo e solo coexistindo até a mudança da voz final.

Programa original

Preserve os lados cinco/seis e o crédito original

LP Reprise original de 1971RS 6467: cinco faixas no lado um e seis no lado dois, sob o crédito Tom Rapp / Pearls Before Swine.
Antologia dos quatro álbuns da ReprisePreserva os quatro álbuns da Reprise e o limite de onze faixas de Beautiful Lies.
Sequência originalMantenha Snow Queen como abertura e Epitaph, de Elisabeth, como faixa final original.

O álbum original contém onze faixas. Cinco ocupam o lado um e seis, o lado dois. Everybody's Got Pain encerra o lado um. Epitaph é o final original.

Rapp escreveu nove faixas. Bird on a Wire foi escrita por Leonard Cohen. Epitaph é a musicalização de Housman e o vocal de Elisabeth. Familiar Songs não é o álbum de estúdio seguinte planejado.

Um percurso de escuta

Vá da Snow Queen à última palavra de Elisabeth

  1. Entre no frio atraente da Snow Queen.
  2. Ouça a vida e as borboletas por compressão deliberada.
  3. Deixe a dor compartilhada encerrar o lado um sem consolo fácil.
  4. Recomece pela canção de Cohen sobre liberdade e obrigação.
  5. Acompanhe ilha, convite e liberdade como três saídas diferentes.
  6. Permita que She's Gone remova a abstração.
  7. Dê a Elisabeth e Housman a palavra final do álbum.

Trilha de pesquisa

Fontes e leituras adicionais

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