O disco
Em resumo
- Artista
- Blue Cheer
- Lançado
- Setembro de 1970
- Álbum
- Quinto álbum de estúdio
- Faixas originais
- Onze
- Selo
- Philips PHS 600-347
- Produtores
- Gary Yoder, Eric Albronda e Norman Mayell
Por que importa
A formação posterior se expande para além de uma única definição de peso
The Original Human Being é o quinto álbum de estúdio do Blue Cheer e o primeiro LP completo com Gary Yoder como principal guitarrista e vocalista. Dickie Peterson continua sendo o único integrante de Vincebus Eruptum; Ralph Burns Kellogg e Norman Mayell vêm do quarto álbum, o homônimo. As onze faixas são originais creditadas a integrantes ou colaboradores próximos de composição, sem adaptação equivalente a Summertime Blues, Satisfaction ou à versão anterior de Dylan. Yoder e Gary Grelecki compõem juntos cinco canções, dando ao álbum um novo centro de escrita distinto da autoria inicial de Peterson.
Os teclados de Kellogg se ampliam para piano, órgão, sintetizador e baixo ocasional, enquanto Mayell acrescenta guitarra, percussão e cítara à sua função de baterista. Babaji (Twilight Raga) é um instrumental construído em torno da cítara e do colorido de teclados eletrônicos, não da estrutura padrão de blues rock da banda. Arranjos de metais aparecem em canções selecionadas, sobretudo Good Times Are So Hard to Find, Love of a Woman e Preacher, sem transformar o álbum inteiro num projeto de horn rock. O disco importa porque sua amplitude é específica e documentada: o Blue Cheer posterior se torna mais arranjado, original e multi-instrumental, não apenas menos alto.
São Francisco, 1970
Gary Yoder entra depois de duas faixas como convidado
O Blue Cheer encerrou 1969 com Peterson como único integrante original e Yoder participando como convidado nas faixas de abertura e encerramento do álbum homônimo. Bruce Stephens saiu em seguida, e Yoder entrou na formação principal ao lado de Peterson, Kellogg e Mayell. O quinto álbum foi gravado no Mercury Sound Studios West, em São Francisco. Gary Yoder e Eric Albronda recebem créditos de produção, e Mayell também é creditado como produtor numa parte delimitada do projeto.
Mark Harman e George Horn fizeram a engenharia das gravações; Russ Gary mixou e editou no Wally Heider Studios. A Philips lançou o álbum como PHS 600-347 em setembro de 1970, com BC #5 impresso como parte de sua identidade original. A divisão original coloca cinco faixas no primeiro lado e seis no segundo.
Os mesmos quatro músicos principais continuaram em Oh! Pleasant Hope, um raro momento de estabilidade de formação no catálogo inicial da banda.
Os quatro do quinto álbum
Peterson, Yoder, Kellogg e Mayell
Peterson já não domina a composição nem os vocais principais, mas seu baixo e três destaques vocais preservam uma linha distinta com a banda inicial. Yoder se torna o principal líder em grande parte do disco, unindo gaita e guitarra sustentada a um estilo de canto mais controlado. Kellogg fornece a arquitetura harmônica e contribui com duas canções contrastantes: a mais longa Make Me Laugh e a breve Tears By My Bed. Mayell se expande muito além da bateria; Babaji torna centrais, não decorativos, sua cítara e seu papel de compositor.
Grelecki não pertence à formação de intérpretes apenas porque compõe em parceria e cria o design da embalagem. O papel de Albronda como produtor prolonga sua longa associação com o Blue Cheer sem implicar retorno à bateria. Os metais adicionais são específicos de determinados arranjos; sua presença em faixas selecionadas não deve ser generalizada para as onze. Bruce Stephens e Paul Whaley aparecem em alguns bancos de dados agregados, mas não fazem parte da formação principal do quinto álbum.
Hard rock ampliado
Metais, teclados, cítara e uma base enxuta de boogie
Good Times Are So Hard to Find abre com órgão, ritmo e metais propulsivos, transformando escassez em movimento. Love of a Woman usa respostas descendentes dos metais e o vocal de blues de Peterson para um tipo de pressão mais arranjado. Make Me Laugh estende a canção de Kellogg por mudanças conduzidas pelos teclados e tensão vocal. Pilot dá à voz, à guitarra e à gaita de Yoder uma moldura de voo voltada para a frente.
Babaji (Twilight Raga) encerra o primeiro lado como uma partida instrumental de cítara e sintetizador. Preacher inicia o segundo com pontuação de metais e um groove firme de discurso público. Black Sun escurece o vocabulário de Yoder e Grelecki por meio de hard rock compacto. Tears By My Bed reduz a escala para o lamento com inflexão country de Kellogg.
Man on the Run devolve Peterson ao blues lento e ao movimento de alguém perseguido. Sandwich se solta no groove extenso mais funky do álbum. Rest at Ease usa um encerramento descendente mais longo para transformar em libertação a busca por movimento do programa.
Guia de faixas
Onze originais numa sequência de cinco e seis
Good Times Are So Hard to Find
Housman e Mayell abrem com escassez, mas órgão, metais e ritmo propulsivo recusam a resignação. A voz principal de Yoder trata os bons tempos como algo perseguido ativamente, estabelecendo uma superfície polida com impulso físico por baixo.
Love of a Woman
Peterson escreve e canta uma canção de relacionamento baseada no blues, ampliada pelas respostas dos metais. O arranjo dá a cada frase vocal um eco público, fazendo a dependência privada soar maior sem restaurar a muralha de distorção do trio inicial.
Make Me Laugh
A composição de Kellogg transforma o riso em exigência, não em prazer espontâneo. Os teclados organizam o movimento de cinco minutos, enquanto o vocal tenso de Peterson impede que a diversão se torne alívio leve.
Pilot
Grelecki e Yoder passam da dificuldade ao nível do chão para o voo. Gaita e guitarra fornecem movimento ao redor da voz de Yoder, e o título funciona como função e orientação, não como narrativa detalhada de aviação.
Babaji (Twilight Raga)
O instrumental de Mayell encerra o primeiro lado fora do vocabulário normal do blues rock. Cítara, percussão e colorido de teclado eletrônico fazem do crepúsculo uma mudança gradual de atmosfera, não um interlúdio exótico colado a outra canção.
Preacher
O segundo lado começa com autoridade pública. Acentos de metais e um groove firme sustentam o vocal principal de Yoder, enquanto a composição de Grelecki e Yoder deixa audível a força do pregador sem exigir apoio à mensagem.
Black Sun
Uma imagem conhecida de vida é escurecida até virar contradição. A banda responde com hard rock compacto: guitarra, baixo e bateria recuperam a aspereza depois do arranjo mais amplo de Preacher, enquanto os teclados preservam a profundidade da formação posterior.
Tears By My Bed
Kellogg contrai o disco num breve lamento com inflexão country. O título original da Philips usa By, enquanto catálogos posteriores frequentemente imprimem In; a solidão da canção continua sendo o centro nítido sob essa variação documental.
Man on the Run
O título e a canção originais de Peterson restauram a figura perseguida que alguns serviços digitais posteriores rotulam incorretamente como Man of the Sun. Blues lento, gaita e uma linha móvel de guitarra tornam a fuga ansiosa, não heroica.
Sandwich
O título cotidiano se abre num groove solto de cinco minutos. Yoder e Grelecki deixam a explicação literal subordinada ao ritmo, permitindo que baixo, órgão, bateria e guitarra façam da própria montagem a piada e o método musical.
Rest at Ease
A composição final de Yoder e Grelecki oferece apenas gradualmente a libertação prometida pelo título. Uma forma mais longa e um encerramento descendente permitem que a tensão assente em etapas, terminando o programa de onze canções por meio de retirada controlada.
Busca e libertação
Escassez, trabalho, crença, escuridão, fuga e descanso
O álbum não é um conceito narrativo, mas escassez e busca conectam sua abertura, o piloto, o fugitivo e o descanso final. Bons tempos, riso e amor são estados desejados, não posses seguras. Pilot e Man on the Run apresentam o movimento como direção escolhida e fuga forçada. Preacher introduz autoridade pública, enquanto Black Sun torna instável um símbolo universal.
Babaji coloca contemplação no limite do primeiro lado sem fornecer doutrina lírica. Tears By My Bed torna o luto privado e doméstico depois da escala pública de Preacher. Sandwich reduz deliberadamente a grandeza simbólica, deixando a montagem comum virar groove brincalhão. Rest at Ease encerra o álbum avançando em direção à calma, respondendo à escassez inicial sem afirmar que todo conflito foi resolvido.
Philips 347
BC #5 e a afirmação do ser humano original
O número de catálogo original da Philips nos EUA é PHS 600-347. A capa usa BC #5 The Original Human Being, identificando tanto a posição no catálogo quanto o título. Gary Grelecki contribuiu com o design, Desmond Strobel com a direção de arte e Bruce Steinheimer e Yoder com a fotografia.
Cinco faixas preenchem o primeiro lado e seis, o segundo, com Babaji e Rest at Ease como encerramentos contrastantes. O programa original da Philips imprime Tears By My Bed e Man On The Run. Catálogos digitais posteriores contêm erros de transcrição, entre eles Tears in My Bead e Man of the Sun; essas formas não são usadas como títulos históricos de referência.
Setembro de 1970
Setembro de 1970: número 188 e um público em redução
The Original Human Being apareceu em setembro de 1970 como o quinto álbum de estúdio do Blue Cheer. Chegou ao número 188 da parada de álbuns da Billboard, devolvendo a banda à lista por um breve período, num nível muito inferior ao de seus três primeiros LPs que entraram na parada. Os onze originais e a produção polida do álbum não geraram um grande single.
As expectativas da época ligadas ao extremismo inicial do Blue Cheer facilitaram interpretar incorretamente os elementos de metais, country e cítara como perda de identidade. As resenhas retrospectivas continuam divididas quanto ao polimento, mas frequentemente identificam Babaji, Man on the Run, Black Sun e Sandwich como evidências de amplitude genuína.
O quarteto principal permaneceu junto em Oh! Pleasant Hope, embora esse álbum avançasse ainda mais para texturas de folk e country.
BC #5
Um quinto álbum polido sem a rede de segurança das versões
O álbum documenta a chegada plena de Yoder como compositor, guitarrista, gaitista, produtor e cantor principal. Babaji dá a Mayell o destaque individual de composição mais claro do catálogo e impede que o álbum desabe em boogie genérico. As duas canções de Kellogg demonstram escalas opostas: tensão extensa conduzida pelos teclados e tristeza country concisa. A participação menor de Peterson na composição não deve ser confundida com ausência; seu baixo e suas três performances vocais principais continuam centrais.
Os metais selecionados ligam o Blue Cheer à prática mais ampla de estúdio de São Francisco em 1970 sem definir todas as faixas. O programa inteiramente original distingue o álbum de cada um dos quatro LPs anteriores, todos com pelo menos uma composição externa. Restaurar os títulos originais importa porque os metadados digitais atuais podem transformar um fugitivo numa figura solar e um lamento à beira da cama num erro tipográfico. Seu legado é uma banda posterior estável usando recursos ampliados sem perder a capacidade de momentos duros, estranhos e não polidos.
Programa original
Preserve os títulos da Philips diante dos erros digitais
O álbum original contém onze faixas. Babaji encerra o primeiro lado e é instrumental. Rest at Ease é o final original. Use Tears By My Bed para o programa original da Philips.
Use Man on the Run, não o erro digital Man of the Sun. As onze faixas são composições originais. Yoder, Peterson, Kellogg e Mayell formam a formação principal. Os papéis dos metais e instrumentos adicionais permanecem limitados aos arranjos documentados.
Um percurso de escuta
Passe dos tempos difíceis pelo crepúsculo até o descanso
- Comece pelos tempos difíceis avançando por metais e órgão.
- Acompanhe o blues de Peterson até a exigência mais longa de Kellogg.
- Deixe Pilot conduzir ao instrumental crepuscular.
- Recomece com Preacher e escureça até Black Sun.
- Use o breve lamento à beira da cama como reinício.
- Acompanhe o fugitivo até o groove solto de Sandwich.
- Deixe Rest at Ease completar o programa original.
Trilha de pesquisa
Fontes e leituras adicionais
- Lista de faixas, créditos e resenha de The Original Human Being — AllMusic
- Programa digital oficial de onze faixas e data de setembro — Apple Music
- Créditos digitais oficiais e resenha do álbum — Qobuz
- Sequência original PHS 600-347 e grafias dos títulos — discografia Philips da Both Sides Now
- Programa europeu original da Philips — arquivo da Recordsale
- Histórico do Blue Cheer na parada de álbuns — Billboard
- Cronologia do catálogo do Blue Cheer — AllMusic