O disco
Visão geral
- Artista
- The Pretty Things
- Lançamento
- Dezembro de 1972
- Álbum
- Sexto álbum de estúdio
- Faixas originais
- Dez
- Gravadora britânica
- Warner Bros. K 46190
- Produtor
- Asa Jones, crédito usado por Wally Waller
Por que importa
Uma banda reformulada escolhe o contraste em vez de outro conceito
Freeway Madness é a sonoridade do The Pretty Things recomeçando depois da interrupção de 1971. Preserva Phil May, Jon Povey, Skip Alan e Pete Tolson, enquanto coloca Stuart Brooks no baixo, antiga função de Wally Waller na banda.
Waller, ainda assim, continua essencial. Sob o crédito de Asa Jones, produziu o álbum e cantou como voz principal em Over the Moon. O disco, portanto, muda a formação sem romper por completo com a história criativa.
May e Tolson respondem pela maior parte da composição. Sua parceria substitui a autoria May–Waller de Parachute por formas de guitarra mais pesadas, mas a música interrompe repetidamente o peso do rock com passagens acústicas e vozes sobrepostas.
Love Is Good dura quase sete minutos, porém o LP não se organiza como suíte. Peter é uma miniatura de noventa segundos, Allnight Sailor é igualmente compacta, e as outras canções estabelecem cenas individuais.
Country Road apresenta o pedal steel de Gordon Huntley, enquanto cordas aparecem como cor em outras partes. Esses instrumentos ampliam o álbum sem transformá-lo em country rock nem pop orquestral.
O título sugere velocidade e asfalto, mas várias interpretações resistem ao impulso para a frente. Peter faz uma pausa, Over the Moon flutua, e Another Bowl? termina em apetite e repetição, não em chegada.
Freeway Madness também inicia uma fase mais ampla do começo dos anos 1970. Sua sonoridade mais firme de guitarra e o polimento transatlântico antecipam Silk Torpedo e Savage Eye, embora esses álbuns viessem a ter outra gravadora e uma formação ampliada.
Sua importância está na reinvenção depois da decepção comercial. A banda não tenta recriar S.F. Sorrow; faz um álbum de rock variado em torno dos músicos realmente presentes em 1972.
Grã-Bretanha, 1971–72
De uma pausa em 1971 a um recomeço na Warner Bros.
Parachute saiu em 1970, mas não trouxe a recuperação comercial prometida por suas críticas positivas. O grupo parou de trabalhar em conjunto durante 1971 antes de se reformar mais tarde naquele ano.
A unidade que retornou reuniu May, Povey e Alan ao guitarrista Pete Tolson e ao baixista Stuart Brooks. Dick Taylor havia saído antes de Parachute, e Waller passara ao trabalho de produção.
Um contrato com a Warner Bros. deu à banda reformulada uma nova gravadora. Freeway Madness foi gravado durante 1972 no Morgan Studios, em Willesden.
Waller produziu sob o nome de Asa Jones. O pseudônimo permitiu ao ex-integrante orientar as sessões enquanto seu trabalho profissional estava ligado à EMI.
O LP britânico saiu como Warner Bros. K 46190 em dezembro de 1972. Suas dez faixas duram aproximadamente trinta e oito minutos.
A composição se concentra em May e Tolson. Povey divide Love Is Good com May, Tolson escreveu Peter sozinho, e Waller assina Over the Moon com May.
Waller também canta Over the Moon. Gordon Huntley contribui com pedal steel em Country Road, e um pequeno conjunto de cordas acrescenta texturas de violino, viola e violoncelo.
O álbum precedeu a associação da banda ao selo Swan Song, do Led Zeppelin. Gordon Edwards entrou para a fase de turnê, mas não faz parte da formação de cinco integrantes do álbum.
A formação da Warner
Tolson e Brooks remodelam o grupo de cinco integrantes
May muda a escala vocal do drama sustentado de Love Is Good para a narrativa comprimida de Rip Off Train. Seu papel é fazer as mudanças estilísticas do álbum soarem como falas de um único narrador inquieto.
Tolson é guitarrista e também motor de composição. Riffs estabelecem Havana Bound e Religion's Dead, enquanto a escrita acústica dá a Peter suas proporções de miniatura.
Os teclados de Povey impedem que as canções conduzidas pela guitarra se tornem uniformemente rudes. Suas vozes e acordes são especialmente importantes para a identidade de harmonias próximas do álbum.
Brooks oferece uma base grave direta a um grupo que avançava para um rock de turnê mais pesado. Ele é o baixista do álbum; a presença de Waller na produção não deve obscurecer essa substituição.
Alan torna tocáveis os contrastes abruptos. Sua bateria pode sustentar a longa abertura, impulsionar as imagens do trem e depois reduzir a força no material mais sereno.
A produção de Waller equilibra continuidade e distância. Over the Moon restaura por uma faixa sua voz de compositor e cantor, mas o disco ao redor pertence à nova formação de cinco integrantes.
O pedal steel de Huntley está precisamente limitado a Country Road. Ele oferece um horizonte distinto sem justificar a afirmação ampla de que o álbum inteiro é country rock.
Os músicos de cordas criam interrupções em escala de câmara, não uma camada orquestral permanente. Sua cor é mais eficaz porque a banda central permanece claramente audível.
Música de estrada e espaço interior
Riffs pesados, harmonias próximas e inesperadas cores de câmara
Love Is Good abre de forma expansiva, movendo-se entre declaração vocal, pressão de guitarra e densidade variável do conjunto. Sua duração abre espaço ao contraste, não a um único solo prolongado.
Havana Bound transforma a viagem num riff pesado e conciso. O destino importa menos que a propulsão, com guitarra e seção rítmica produzindo a sensação de partida.
Peter elimina quase todo o excesso. A escala acústica e a cor das cordas transformam uma figura nomeada num pequeno retrato entre duas interpretações maiores de rock.
Rip Off Train torna mecânica a exploração. Sua batida e o movimento repetido sugerem um veículo que transporta pessoas enquanto lhes toma algo.
Over the Moon muda o cantor e a gravidade. A voz principal de Waller, as harmonias e o movimento mais leve fazem o encerramento da primeira face parecer suspenso acima da estrada.
Religion's Dead abre a segunda face com confronto. A guitarra de Tolson e a voz de May dão à dúvida uma força física diferente do questionamento mais suave do álbum.
Country Road usa o pedal steel como geografia. O arranjo abre espaço ao redor da banda, mas evita o conforto normalmente prometido por um título rural.
Allnight Sailor comprime o movimento noturno em menos de dois minutos. Sua brevidade faz a viagem parecer um vislumbre, não uma história desenvolvida.
Onion Soup leva o apetite cotidiano a um arranjo mais amplo de rock. A repetição transforma um objeto doméstico num centro cômico e ligeiramente obsessivo.
Another Bowl? encerra com uma pergunta, não com um destino. O título prolonga o apetite para além da satisfação, tornando circular o fim do disco.
Guia de faixas
Dez jornadas independentes
Love Is Good
May e Povey abrem com a forma mais longa do álbum. Vozes próximas, peso variável e passagens conduzidas pela guitarra impedem que a afirmação se torne simples conforto. A interpretação apresenta um disco capaz de soar expansivo sem retornar à construção em suíte de Parachute.
Havana Bound
A banda se fecha imediatamente numa canção de destino. O riff de Tolson, o baixo de Brooks e a batida de Alan tornam física a viagem, enquanto May canta a partida como urgência, não turismo. Ela estabelece a metade do título voltada à estrada.
Peter
A curta composição de Tolson interrompe a velocidade com um retrato nomeado. A escala acústica e a cor de câmara semelhante a violoncelo criam intimidade em apenas noventa segundos. Sua contenção prova que a função do novo guitarrista não se limita à força do hard rock.
Rip Off Train
O ritmo de trem se torna modelo de extração. O arranjo continua em movimento enquanto May descreve uma viagem moldada pela desconfiança, permitindo que propulsão e exploração ocupem o mesmo groove. Ele restaura a pressão da banda completa depois da pausa de Peter.
Over the Moon
Waller retorna como parceiro de composição e cantor principal no final da primeira face. Sua voz mais leve e as harmonias do grupo substituem o movimento linear pesado do trem pela suspensão. A mudança é estrutural, não evidência de que Waller retomou a posição de baixista.
Religion's Dead
A segunda face abre com May e Tolson dirigindo seu ataque mais pesado à crença fracassada. Guitarra, bateria e acusação vocal tornam imediato o ceticismo. A força da canção contrasta com o encerramento aéreo da primeira face e impede o álbum de se fixar num único clima.
Country Road
O pedal steel de Huntley amplia o horizonte ao redor da banda central. A estrada é menos frenética que Havana Bound, mas a interpretação conserva tensão sob sua cor rural. O espaço se torna outra maneira de viajar, não promessa de lar.
Allnight Sailor
Uma segunda miniatura transforma a viagem noturna numa impressão rápida. Vozes e ritmo esboçam movimento antes que ele possa se tornar épico, equilibrando as canções mais longas ao redor. O marinheiro é definido pela duração: presente por um instante, depois já ausente.
Onion Soup
A banda torna o apetite cômico sem tratá-lo como descartável. Uma frase repetida acumula peso instrumental até a comida comum se tornar fixação. Seu humor terreno sucede a distância romântica do marinheiro com anticlímax deliberado.
Another Bowl?
O final continua a linguagem do consumo como pergunta. Em vez de resolver os temas de viagem e crença, pede repetição. O álbum termina à mesa, reduzindo novamente a escala da autoestrada à necessidade corporal.
Movimento e interrupção
Viagem, apetite, crença e fuga
Freeway Madness não é um álbum conceitual. A viagem conecta várias canções, mas o LP ganha identidade pelos contrastes entre movimento, pausa, crença e apetite.
Havana Bound, Rip Off Train, Country Road e Allnight Sailor apresentam quatro veículos ou rotas distintos. Nenhum oferece uma chegada segura.
Love Is Good e Religion's Dead contrapõem afirmação e colapso institucional. Suas escalas diferem, mas ambas testam o que uma declaração consegue sustentar.
Peter torna uma pessoa visível por um instante dentro do movimento maior do álbum. Sua pequenez é um contrapeso temático deliberado.
Over the Moon transforma a viagem em gravidade alterada. A mudança de cantor torna essa separação audível antes de a letra ser interpretada.
Onion Soup e Another Bowl? reduzem o desejo à comida. Seu humor encurta a distância entre as imagens grandiosas do rock e o apetite cotidiano.
A loucura do título não é um acontecimento narrativo contínuo. Descreve a recusa do disco a permanecer numa única faixa.
A pergunta recorrente do álbum é como continuar depois da interrupção. Sua resposta é prática: nova formação, novo contrato e dez formas diferentes.
Warner Bros. K 46190
A estrada vista através de um para-brisa da Hipgnosis
A Hipgnosis criou para a Warner Bros. K 46190 a capa centrada na estrada. A imagem do para-brisa traduz o título num ponto de vista, em vez de ilustrar uma canção específica.
A frente apresenta os cinco músicos que fizeram o álbum: May, Tolson, Povey, Brooks e Alan. A imagem automobilística sustenta a orientação transatlântica da música, mas as passagens acústicas e de câmara complicam qualquer expectativa de rock rodoviário ininterrupto.
O LP original se divide depois de Over the Moon. Essa pausa coloca a voz de Waller em suspensão antes de Religion's Dead iniciar a segunda face mais pesada.
CDs posteriores acrescentam apresentações ao vivo depois de Another Bowl?. Essas gravações documentam a vida do material no palco, mas não são uma terceira face original.
Dezembro de 1972
Um retorno em dezembro de 1972 que não encontrou seu público
A Warner Bros. lançou Freeway Madness na Grã-Bretanha em dezembro de 1972, mais de dois anos depois de Parachute.
O retorno não produziu uma descoberta comercial britânica. A reputação posterior do álbum, portanto, dependeu da recuperação do catálogo, não de sucessos.
A crítica da época podia ouvir tanto força elementar de rock quanto harmonia vocal sofisticada, combinação que resiste ao rótulo simples de glam inicial. Over the Moon e Havana Bound foram reunidas num single do período, enfatizando o contraste entre a voz flutuante de Waller e a canção de viagem mais pesada da banda.
O disco chegou antes de o Pretty Things entrar na órbita da Swan Song. Ouvi-lo apenas como prévia desse contrato ignora sua formação específica da Warner e sua história de produção.
Relançamentos modernos tornaram o álbum mais fácil de encontrar e muitas vezes acrescentam material ao vivo de 1973, permitindo comparar o equilíbrio de estúdio de Waller ao ataque mais pesado da banda em turnê.
O sexto álbum
O primeiro passo rumo aos anos da Swan Song
Freeway Madness é hoje mais bem ouvido como início da trilogia de rock dos anos 1970 da banda, seguida por Silk Torpedo e Savage Eye. Tolson surge como compositor e guitarrista determinante, não como substituto à espera da volta de Dick Taylor.
Brooks ancora esta formação de estúdio de um único álbum. Sua presença distingue o disco tanto de Parachute quanto da banda posterior da Swan Song.
O crédito de Asa Jones usado por Waller torna a história da produção parte da identidade do álbum. Um integrante ausente ajuda a moldar a sonoridade sem apagar a nova formação.
Love Is Good preserva a ambição de longa duração, enquanto Peter e Allnight Sailor demonstram confiança renovada na concisão. Country Road e a escrita para cordas mostram que o peso do início dos anos 1970 não eliminou o interesse do grupo por textura.
A obscuridade comercial do álbum ajudou a reduzi-lo a uma transição em muitos resumos. Sua arquitetura de dez canções é mais deliberada do que esse rótulo sugere.
Seu valor duradouro vem de elementos incompatíveis mantidos juntos: riff de autoestrada, harmonia inglesa, pedal steel rural, cordas de câmara, ceticismo e comédia.
Programa original
Dez originais antes do apêndice ao vivo
O álbum original contém dez faixas e dura aproximadamente trinta e oito minutos.
Love Is Good inicia o LP; Another Bowl? o encerra.
A divisão entre as faces vem depois de Over the Moon. Wally Waller é creditado como o produtor Asa Jones e canta Over the Moon; Stuart Brooks é o baixista do álbum. A contribuição de Gordon Huntley no pedal steel se limita a Country Road.
Gordon Edwards pertence ao desenvolvimento posterior das turnês e da Swan Song, não à formação de cinco integrantes do álbum. Remasterizações comuns acrescentam versões ao vivo de 1973 de Religion's Dead, Havana Bound, Love Is Good e Onion Soup. As adições ao vivo devem ser ouvidas depois da sequência de dez faixas de estúdio.
Um percurso de escuta
Siga o contraste, não um único estilo
- Ouça Love Is Good como abertura em escala de álbum e depois note quão rapidamente Havana Bound estreita a moldura.
- Trate Peter como pausa necessária antes da mecânica Rip Off Train.
- Use a voz de Waller para identificar por que Over the Moon soa diferente das quatro canções anteriores.
- Recomece em Religion's Dead e acompanhe sua força até o espaço do pedal steel de Country Road.
- Observe como Allnight Sailor comprime a viagem depois de duas canções mais longas.
- Ouça Onion Soup e Another Bowl? como um encerramento interligado pelo apetite.
- Só então compare as adições ao vivo de 1973 com a produção de estúdio de Waller.
Trilha de pesquisa
Fontes e leituras adicionais
- Registro do álbum Freeway Madness — AllMusic
- Programa atual de dez faixas — Spotify
- Remasterização da gravadora oficial e limite da edição — Burning Shed / Madfish
- Catálogo, integrantes e história da gravação — JazzRockSoul
- História do catálogo do The Pretty Things — AllMusic
- Programa da edição ampliada — JPC